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Ataque suicida do Hamas em Gaza fere 5 israelenses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um militante suicida palestino feriu pelo menos cinco israelenses ao se explodir nesta terça-feira num posto militar no cruzamento de estradas da Faixa de Gaza. O grupo extremista islâmico Hamas assumiu a responsabilidade pela ação, que acontece no momento em que o recém-eleito presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, tenta obter uma trégua dos grupos militantes para retomar negociações de paz com Israel. A explosão aconteceu num local onde são feitas revistas de suspeitos palestinos, a caminho do bloco de assentamentos judaicos de Gush Katif. O ataque ocorreu cerca de duas horas após a chegada de Abbas à Cidade de Gaza, para tentar persuadir os militantes que desafiam seu apelo por uma trégua. Pretexto Um correspondente da BBC em Gaza afirma que os militantes palestinos já deram sinais de que estariam dispostos a um cessar-fogo, mas com a condição de que não seja uma medida unilateral e que seja acompanhada do fim das incursões militares de Israel na região. Abbas e seu gabinete deram instruções para as forças palestinas para impedir que militantes ataquem israelenses e ordenaram uma investigação do ataque que matou seis israelenses na fronteira de Gaza na quinta-feira. Uma fonte próxima ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse à agência de notícias France Presse que Israel dará a Abbas um tempo "limitado" para permitir que ele reprima grupos militantes. Nos últimos confrontos, o Exército de Israel matou dois palestinos a tiros, no sul da Faixa de Gaza. Raanan Gissin, um assessor de Sharon, disse que a decisão do gabinete palestino, tomada na segunda-feira, é "um pequeno passo na direção certa", segundo a agência de notícias Associated Press. Protesto em Israel Centenas de israelenses participaram nesta terça-feira de uma manifestação ao lado da cerca que demarca a fronteira do país com a Faixa de Gaza, pedindo ações militares mais duras contra os militantes palestinos. A maioria dos manifestantes era formada por residentes de Sderot, cidade do sul de Israel que, por sua proximidade com os territórios palestinos, tem sido atingida por foguetes lançados pelos militantes. Eles carregavam cartazes com imagens dos foguetes Qassam e imitações dos artefatos que, apesar de rudimentares e de pouca precisão, já mataram um adulto e três crianças de Sderot desde a metade de 2004. A freqüência dos ataques com os Qassam aumentaram – na semana passada, um jovem ficou gravemente ferido – e Israel, que já realizou ofensivas em campos de refugiados de Gaza perto da fronteira utilizados como base de lançamento, promete agir contra os militantes. |
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