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Atualizado às: 04 de janeiro, 2005 - 04h18 GMT (02h18 Brasília)
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Protesto contra incêndio acaba em violência em Buenos Aires
Homenagem às vítimas do incêndio em Buenos Aires
Parentes improvisaram altar em homenagem às vítimas
Uma marcha de protesto contra o prefeito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra, por causa do incêndio em uma boate que matou pelo menos 182 pessoas, acabou em violência na capital argentina.

No terceiro dia consecutivo de protestos, milhares de argentinos, liderados por parentes e amigos das vítimas, tomaram as ruas da cidade pedindo a renúncia de Ibarra, a quem responsabilizam pelos precários padrões de segurança na casa noturna República Cromagnon.

Um pequeno grupo de manifestantes atacou a polícia no final da marcha – que começou no lugar da boate e terminou na prefeitura – e nove pessoas acabaram se ferindo, de acordo com informações do diário argentino Clarín. Ainda segundo o jornal, 15 pessoas teriam sido presas.

Para os manifestantes, a prefeitura tem culpa na tragédia por ter permitido que a discoteca funcionasse sem respeitar normas de segurança.

As saídas de emergência do local estavam trancadas para evitar a entrada de pessoas sem ingresso, impedindo que as pessoas fugissem quando o fogo começou. Também há relatos de que o lugar estava superlotado.

Dono da boate

Ibarra se defendeu das acusações alegando que a responsabilidade pela segurança em Buenos Aires é do corpo de bombeiros, que havia aprovado o funcionamento da casa noturna em junho.

O secretário de Segurança Urbana, Juan Carlos López, já pediu demissão.

Os manifestantes também reivindicavam a condenação do proprietário da boate, Omar Chabán, a uma dura sentença.

Chabán está detido e já depôs nesta segunda-feira sobre as acusações de homicídio e lesões corporais. As autoridades também estão procurando três sócios de Chabán.

O presidente argentino, Nestor Kirchner, que estava na Patagônia no dia do incêndio, foi criticado por dizer pouco sobre a tragédia. Kirchner justificou a sua atitude dizendo que queria evitar "gestos de exibicionismo".

No domingo, foram realizados os funerais de dezenas de vítimas do incêndio, que também deixou 700 feridos.

Nas proximidades da discoteca, várias pessoas colocaram bandeiras, imagens religiosas, flores e velas em homenagem às vítimas do incêndio.

O número de mortos pode aumentar, já que 263 pessoas continuam internadas, 117 das quais em estado crítico. Entre os feridos que estão hospitalizados encontram-se nove crianças.

Segundo o jornal Clarín, uma menina de 11 anos morreu nesta madrugada dos ferimentos que havia sofrido no incêndio.

Solange Bordón estava na Unidade de Terapia Intensiva e havia perdido a mãe e o irmão no incêndio. Segundo o Clarín, o pai de Solange está internado em estado grave. A confirmação da morte dela elevaria para 183 o número de vítimas na tragédia.

As autoridades dizem que o incêndio começou quando três jovens ainda não identificados lançaram um fogo de artifício que se chocou com uma tela que estava suspensa do teto.

No entanto, um sobrevivente levantou uma outra teoria ao dizer ao jornal Clarín que viu um menino de 11 anos no ombro do pai soltar um artefato pirotécnico na direção do texto.

Fogo na discoteca
Veja fotos do atendimento a feridos na Argentina.
Em imagens
Ajuda chega e é disputada por sobreviventes.
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