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Dono de boate em Buenos Aires se recusa a depor | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O dono da discoteca que pegou fogo em Buenos Aires, matando pelo menos 183 pessoas, recusou-se a prestar depoimento nesta terça-feira à juíza que investiga o caso. Omar Chabán, que está preso há cinco dias, escutou em silêncio a juíza María Angélica Crotto acusá-lo de "delito culposo seguido de morte", o que, pelas leis argentinas, pode resultar de cinco a 15 anos de prisão. Na saída do tribunal, o advogado do empresário, Pedro Dátoli, disse que o seu cliente "reconhece sua responsabilidade" na tragédia mas que "não é o único (responsável)" pelo incêndio do dia 30 de dezembro na casa noturna República Cromagnon. As autoridades argentinas acreditam que o número de vítimas poderia ter sido menor se a discoteca tivesse cumprido regras de segurança. As saídas de emergência estavam trancadas, impedindo que as pessoas fugissem do fogo, e, de acordo com relatos da mídia argentina, a casa noturna estava superlotada. O advogado de Chabán disse que o empresário "vai colaborar com a Justiça". Protestos A população de Buenos Aires, no entanto, também responsabiliza a prefeitura por permitir que a discoteca funcionasse com frouxos padrões de segurança. Milhares de portenhos, liderados pelos parentes e amigos das vítimas, foram às ruas nos últimos dias pedir a renúncia do prefeito da capital, Aníbal Ibarra. Nesta segunda-feira, uma marcha da boate até a prefeitura acabou em violência, quando um pequeno grupo de manifestantes agrediu policiais. Segundo o jornal argentino Clarín, nove pessoas ficaram feridas e 15 foram presas. Ibarra se defende das acusações alegando que a responsabilidade pela segurança em Buenos Aires é do corpo de bombeiros, que havia aprovado o funcionamento da casa noturna em junho. Kirchner Nesta terça-feira, o presidente argentino, Nestor Kirchner, recebeu parentes das vítimas no Palácio Presidencial. Kirchner, que estava na Patagônia no dia do incêndio, havia sido criticado pela imprensa argentina por não ter se manifestado logo depois da tragédia. Segundo o jornal Clarín, o presidente voltou a Buenos Aires nesta terça-feira, cinco dias após o desastre, "decidido a recuperar o tempo perdido". que estava na Patagônia no dia do incêndio, foi criticado por dizer pouco sobre a tragédia. Kirchner justificou a sua atitude dizendo que queria evitar "gestos de exibicionismo". As autoridades dizem que o incêndio começou quando três jovens ainda não identificados lançaram um fogo de artifício que se chocou com uma tela que estava suspensa do teto. No entanto, um sobrevivente levantou uma outra teoria ao dizer ao jornal Clarín que viu um menino de 11 anos no ombro do pai soltar um artefato pirotécnico na direção do teto. |
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