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Ataques de sunitas no Iraque matam pelo menos 16 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 16 iraquianos, a maioria soldados e policiais, morreram em novos ataques no país nesta segunda-feira. Um carro-bomba explodiu na frente de um posto policial em Bagdá, perto dos escritórios do partido do primeiro-ministro interino do país, Ayad Allawi. O veículo foi visto em chamas no local, e dois policiais iraquianos e um civil morreram no ataque. Pelo menos outros 20 iraquianos ficaram feridos. Seis soldados morreram em um outro ataque, ocorrido em uma estrada na cidade-natal de Saddam Hussein, Tikrit. Outros ataques da resistência sunita no Iraque nesta segunda-feira também incluem um a quatro soldados iraquianos, que foram mortos quando um carro-bomba explodiu em um posto de controle em frente à uma base miitar americana em Balad, ao norte de Bagdá. E dois oficiais de segurança iraquianos foram assassinados em um posto de controle na cidade sunita de Baiji. Um carro bomba explodiu próximo à região de alta segurança chamada “Zona Verde” de Bagdá, sem deixar vítimas. Um policial morreu na cidade de Mosul ao tentar desativar uma bomba amarrada a um corpo decapitado. Eleições O chefe do serviço secreto iraquiano, o general Muhammad Abdullah Shahwani, disse que mais de 200 mil pessoas fazem parte de um movimento de resistência no país. "A resistência é maior do que a presença militar americana no Iraque", disse Shahwani à agência AFP. Ele disse calcular que 40 mil deles seriam guerrilheiros de alto nível, e os restantes seriam voluntários ou simpatizantes. O ministro de Defesa iraquiano, Hazem Al-Shaalan, sugeriu que as eleições nacionais marcadas para 30 de janeiro podem ser adiadas se a comunidade de muçulmanos sunitas concordar em participar. "Estamos pedindo para que os nossos irmãos árabes, especialmente no Egito e nos países do Golfo, interfiram junto aos sunitas para que eles participem", disse ele. "Se necessário, adiaremos as eleições para que isso ocorra". O maior grupo sunita do Iraque, o Partido Islâmico Iraquiano, já pediu por um boicote das eleições e militantes sunitas ameaçaram atacar os eleitores. Uma participação significante dos sunitas é considerada fundamental para a credibilidade das eleições. No domingo, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que a violência deve aumentar no período que antecede às eleições. No mesmo dia, um ataque próximo à capital do país, Bagdá, matou 23 soldados. |
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