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Atualizado às: 03 de janeiro, 2005 - 23h57 GMT (21h57 Brasília)
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Carros-bomba matam ao menos 30 no Iraque
Cena do ataque próximo ao escritório do premiê interino Ayad Allawi.
Ataques se tornam mais freqüentes antes das eleições
Pelo menos 30 pessoas, a maioria soldados e policiais, morreram em novos ataques no país nesta segunda-feira.

Entre os mortos estão também três civis britânicos e um americano, atingidos quando um carro-bomba explodiu perto de um posto de controle no centro de Bagdá.

O veículo, que estava próximo à região de alta segurança chamada “Zona Verde” de Bagdá, pertencia à empresa de consultoria em segurança Kroll Associates, mas nem todos os passageiros mortos trabalhavam para a mesma companhia.

O carro-bomba foi o quarto a explodir no Iraque apenas nesta segunda-feira e faz parte de uma onda de violência detonada nas últimas semanas com a aproximação da data marcada para as eleições gerais no país, dia 30 de janeiro.

Primeiro-ministro

Em um dos incidentes, um veículo explodiu a cerca de 500 metros de distância dos escritórios do partido do primeiro-ministro interino do país, Ayad Allawi.

Segundo a agência de notícias France Presse, quatro pessoas morreram no ataque, incluindo dois policiais iraquianos. Pelo menos outros 20 iraquianos ficaram feridos.

Ainda de acordo com a France Presse, mais sete policiais iraquianos morreram quando um outro carro-bomba explodiu na cidade de Dujail, ao norte de Bagdá.

Seis soldados morreram em um outro ataque, ocorrido em uma estrada na cidade-natal de Saddam Hussein, Tikrit.

Mais quatro soldados iraquianos morreram num carro-bomba em um posto de controle em frente a uma base miitar americana em Balad, ao norte de Bagdá. O ataque também foi atribuído à resistência sunita no Iraque. E dois oficiais de segurança iraquianos foram assassinados em um posto de controle na cidade sunita de Baiji.

Um policial morreu na cidade de Mosul ao tentar desativar uma bomba amarrada a um corpo decapitado.

Eleições

O chefe do serviço secreto iraquiano, o general Muhammad Abdullah Shahwani, disse que mais de 200 mil pessoas fazem parte do movimento de resistência no país.

"A resistência é maior do que a presença militar americana no Iraque", disse Shahwani à agência AFP.

Ele disse calcular que 40 mil deles seriam guerrilheiros de alto nível, e os restantes seriam voluntários ou simpatizantes.

O ministro de Defesa iraquiano, Hazem Al-Shaalan, disse que as eleições nacionais podem ser adiadas se a comunidade de muçulmanos sunitas concordar em participar.

"Estamos pedindo para que os nossos irmãos árabes, especialmente no Egito e nos países do Golfo, interfiram junto aos sunitas para que eles participem", disse ele.

"Se necessário, adiaremos as eleições para que isso ocorra".

O maior grupo sunita do Iraque, o Partido Islâmico Iraquiano, já pediu por um boicote das eleições e militantes sunitas ameaçaram atacar os eleitores.

Uma participação significante dos sunitas é considerada fundamental para que as eleições tenham credibilidade.

No domingo, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que a violência deve aumentar no período que antecede às eleições. No mesmo dia, um ataque próximo à capital do país, Bagdá, matou 23 soldados.

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