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Dono de boate que pegou fogo depõe à Justiça argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O dono da discoteca onde 182 pessoas morreram em um incêndio em Buenos Aires na semana passada vai comparecer nesta segunda-feira à Justiça para depor sobre o caso. Omar Chabán, o proprietário da casa noturna República Cromagnon, será interrogado por uma juíza sob as acusações de homicídio e lesões corporais. As autoridades também estão procurando três sócios de Chabán. No domingo, foram realizados os funerais de dezenas de vítimas do incêndio, que também deixou 700 feridos. O número de mortos pode aumentar, já que 263 pessoas continuam internadas, 117 das quais em estado crítico. Entre os feridos que estão hospitalizados encontram-se nove crianças. Renúncia Parentes das vítimas fizeram protestos, exigindo que os governos central e local assumam responsabilidade total pela tragédia. A pressão é especialmente forte para que o prefeito da capital argentina, Anibal Ibarra, renuncie ao cargo. O secretário de Segurança Urbana, Juan Carlos López, já pediu demissão. Nas proximidades da discoteca, várias pessoas colocaram bandeiras, imagens religiosas, flores e velas em homenagem às vítimas do incêndio. No domingo, o bispo-auxiliar de Buenos Aires, D. Eduardo García Allí, celebrou uma missa no local com a presença de cerca de 2 mil pessoas. Em seguida, manifestantes marcharam até a Praça de Mayo para cobrar a punição dos responsáveis pela tragédia. Superlotação As autoridades dizem que o incêndio começou quando três jovens ainda não identificados lançaram um fogo de artifício que se chocou com uma tela que estava suspensa do teto. A porta de emergência da casa noturna estava rechada com arames e cadeados, segundo o governo de Buenos Aires. O governo também considera que é quase certo que o número de pessoas presentes na boate, onde estava ocorrendo um show de rock, era superior à capacidade da casa. Meios de comunicação locais afirmaram que havia até o dobro de pessoas do que era legalmente permitido. |
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