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Israel aprova medidas para eleição palestina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Israel aprovou uma série de medidas que, segundo o primeiro-ministro Ariel Sharon, visam assegurar que a eleição palestina do próximo mês transcorra com tranqüilidade. Para Sharon, o mundo inteiro precisa ver que Israel vai permitir uma eleição livre e justa nos territórios palestinos. O gabinete de governo israelense autorizou o relaxamento de restrições hoje vigentes e mandou o Exército se retirar de cidades palestinas. Ainda neste domingo, o líder interino da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que os palestinos só vão conseguir sua independência por meio da paz, e não com a luta armada. Campanha Sharon disse que a eleição palestina “é importante para criar uma liderança com a qual nós esperamos que será possível fazer progresso” nas negociações de paz. O gabinete também aprovou que seja concedida autorização para que candidatos palestinos façam campanha em Jerusalém Oriental. O governo também anunciou que uma quantidade de colonos judeus concordou em deixar a Faixa de Gaza já no mês de março. São 30 famílias de um assentamento de pequeno porte chamado Peat Sadeh e cinco outras de outros lugares que aceitaram se mudar para uma comunidade agrícola no interior de Israel. Paz Abbas, que também é conhecido como Abu Mazen, disse que o caminho da paz é a única escolha que seu povo tem, e que a luta armada é inadmissível e inaceitável, além de passar uma imagem ruim dos palestinos. Esta visão, porém, enfrenta oposição de vários grupos palestinos, entre os quais o movimento islâmico Hamas, para quem só será possível criar o Estado palestino pela força das armas. Abbas lançou neste sábado oficialmente sua candidatura a presidente da Autoridade Palestina, a fim de suceder Yasser Arafat. A condenação da luta armada pelo candidato do Fatah se segue à publicação em jornais palestinos de anúncios de primeira página que pedem o fim de ataques de militantes extremistas e cobram mais impulso às reformas democráticas nas instituições palestinas. Os anúncios foram assinados por 500 palestinos proeminentes, que pediram à nova liderança palestina que não comprometam o objetivo de formar um Estado em toda a área da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como capital. |
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