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Volta de desalojados a Falluja é marcada por novos confrontos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças americanas e insurgentes do Iraque entraram em confrontos violentos na cidade de Falluja no momento em que centenas de pessoas que haviam deixado a cidade voltavam à região. Essas centenas de desalojados faziam parte da primeira leva dos mais de 200 mil moradores que deixaram a cidade por causa das batalhas em Falluja desde novembro. A cidade era considerada o centro da resistência à ocupação americana. Os desalojados são na maioria homens que foram à cidade julgar se consideram a situação suficientemente segura para as suas mulheres e crianças retornarem. Segundo a correspondente da BBC no Iraque Caroline Hawley, vários dos refugiados já estão dizendo que não pretendem ficar na cidade. Segundo o ministro da Segurança no Iraque, Kassim Daoud, os desalojados foram alertados sobre a situação da cidade. "Dissemos a eles que em algumas áreas há escombros que ainda não foram removidos, que há casas destruídas, minas em algumas ruas. Mas eles insistiram", disse Daoud. Cada família deve receber cerca de US$ 100 (o equivalente a R$ 270), além de indenizações pela destruição das casas, que podem variar entre US$ 2 mil (cerca de R$ 5,4 mil) e US$ 10 mil (R$ 27 mil), segundo o governo interino do Iraque. O abastecimento de energia elétrica e água ainda não foi reativado em Falluja. Andalus Na segunda-feira, o governo já tinha adiantado que os primeiros a voltar seriam os desalojados do bairro Andalus, no sudoeste de Falluja. Panfletos oficiais do governo anunciaram os valores das indenizações por danos às casas e também avisam que, em um primeiro momento, os moradores não poderão sair dos seus bairros. Hachem al-Hassani, o secretário sunita responsável pela supervisão do retorno dos moradores, afirmou que o governo vai fornecer estoques de comida, água e combustível para ajudar os cidadãos a reconstruir as suas vidas. O correspondente da BBC em Bagdá Peter Greste acrescentou que ainda deve levar tempo até que o abastecimento de luz é água volte ao normal. Greste diz que muitos moradores continuam morando em barracas improvisadas na cidade, mesmo atravessando o rigoroso inverno iraquiano. Megaofensiva Os desalojados fugiram de Falluja antes da megaofensiva americana em novembro. O ministro Daoud afirma que ainda há eventuais confrontos em alguma regiões nos arredores de Falluja, mas que "isso não significa que haja uma grande resistência". "São apenas algumas pessoas vindo de áreas vizinhas para fazer alguns ataques", afirmou Daoud. A resistência antiamericana também distribuiu panfletos nas cidades e vilas ao redor de Falluja alertando os moradores para que fiquem em casa e afirmando que os combates vão se intensificar. |
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