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Mexicana não pode jogar em time masculino, diz Fifa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiu que a atacante Maribel Dominguez não pode jogar no time masculino que a contratou no México. Ela foi contratada na quarta-feira pelo Celaya, um time que disputa a segunda divisão do futebol mexicano. O Comitê Executivo da Fifa, com sede em Zurique, na Suíça, divulgou um comunicado destacando que é preciso haver uma distinção clara entre o futebol masculino e o feminino. A atacante, que tem 26 anos e mede 1,63m, marcou 42 gols nos 43 jogos dos quais participou pela seleção nacional feminina do México. O vice-presidente do clube, Mauricio Ruiz, disse que o contrato já foi assinado, mas não especificou o prazo e nem a quantia envolvida. "Não queremos controvérsias ou escândalos, só queremos dar espaço às mulheres", disse ele. A atacante, que tem o apelido de Marigol, disse que deve começar um treinamento especial para poder estar em forma para jogar a partir de metade de janeiro. "A coisa mais difícil vai ser igualar a força física dos homens, mas a técnica, o desejo, a vontade, essas coisas eu já tenho", disse ela, antes de a decisão da Fifa ser anunciada. Dominguez, que foi artilheira da equipe mexicana nas Olimpíadas de Atenas, aparece entre as 25 melhores jogadoras do mundo no ranking de 2004 da Fifa. No ano passado, o time italiano Perugia fez uma oferta à jogadora alemã Birgit Prinz. Se Prinz tivesse aceitado, ela seria a primeira mulher a jogar na primeira divisão. |
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