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Israel termina ação que matou 11 na Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército de Israel anunciou a retirada de suas tropas do campo de refugiados de Khan Younis neste sábado, dois dias depois do início da ocupação que deixou 11 palestinos mortos e cerca de 40 feridos. As últimas três mortes teriam acontecido neste sábado, segundo funcionários de um hospital para onde as vítimas estavam sendo levadas. A incursão israelense destruiu várias casas palestinas e obrigou cerca de 300 famílias a abandonarem o campo. Segundo o governo de Israel, a invasão foi uma resposta a uma série de ataques com morteiros que teriam sido lançados de Khan Younis contra assentamentos israelenses próximos. Ainda de acordo com o Exército de Israel, pelo menos 30 foguetes e morteiros foram disparados contra assentamentos na Faixa de Gaza nesta semana. Enterros A operação em Khan Younis foi a maior realizada desde a morte do líder palestino Yasser Arafat. A agência de notícias Reuters afirmou que só depois do fim da operação israelense que os moradores de Khan Younis puderam enterrar os seus mortos, já que as tropas israelenses estariam controlando o cemitério. Em um episódio isolado, seis palestinos foram resgatados de dentro de um túnel que ruiu na fronteira, controlada por Israel, entre a Faixa de Gaza e o Egito. Testemunhas afirmaram que os seis passam bem, mesmo depois de passarem mais de 12 horas no túnel – que seria usado para contrabando. Israel ocupa a Faixa de Gaza desde 1967, mas o atual primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pretende acabar com os assentamentos de seu país na região e retirar as tropas que os protegem. De acordo com o plano, as tropas continuariam, no entanto, a manter o controle das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas do território. |
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