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Atualizado às: 07 de dezembro, 2004 - 02h37 GMT (00h37 Brasília)
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Soldados dos EUA iniciam ação judicial para deixar Iraque
David Qualls
David Qualls disse que já cumpriu seu dever militar
Oito soldados americanos iniciaram uma ação judicial numa tentativa de impedir que o Exército dos Estados Unidos prolongue sua permanência no Iraque.

Com a pressão sobre as forças americanas provocada pelo envio de tropas ao Iraque e ao Afeganistão, várias unidades militares receberam ordem de continuar em suas missões por mais tempo do que se esperava originalmente.

Soldados estão sendo mantidos no exterior mesmo depois de passada a data em que deveriam deixar o Exército por desmobilização ou aposentadoria.

Acredita-se que os militares que movem a ação sejam os primeiros na ativa a processar o Exército.

Os advogados dos militares se uniram ao Centro para Direitos Constitucionais para iniciar a ação.

Prorrogação

O Exército confirmou que cerca de 7.000 soldados são afetados por decisão de prorrogar missões. A decisão pode manter soldados atrelados a seus contingentes por até um ano e meio além da data de sua desmobilização.

Na semana passada, o Pentágono anunciou que várias unidades militares terão sua permanência prorrogada no Iraque para cobrir as eleições marcadas para janeiro.

David Qualls, o único dos sete soldados que moveram a ação a abrir mão do anonimato, disse que foi informado de que sua missão de um ano, iniciada em julho de 2003, não vai terminar até o ano que vem.

Qualls disse que é uma "questão de justiça".

"Eu servi cinco meses a mais do que a minha obrigação de um ano e eu acho que é hora de me deixarem voltar para a minha mulher", afirmou ele.

"Eu não sou contrário à guerra", disse Qualls, que está estacionado no norte de Bagdá desde março de 2004. "Eu passei os últimos nove meses naquela zona de combate. Eu acho que cumpri o meu dever."

Os soldados que preferiram manter o anonimato na ação aparentemente temem retaliação caso se identifiquem - inclusive, com uma missão mais perigosa no Iraque.

Seis dos oito soldados que movem a ação judicial estão no momento estacionados no Iraque. Dois outros estão no Kuwait, e deverão ser enviados depois para território iraquiano.

O Exército americano diz que sua decisão de prorrogar missões é vital para garantir que as forças em campo tenham familiaridade com o ambiente perigoso em que trabalham.

O Pentágono afirma que este é um procedimento normal em tempo de guerra, é parte das condições de alistamento e também foi adotado durante a Guerra do Golfo, em 1991.

Em meados de janeiro, as forças dos Estados Unidos no Iraque devem ganhar um reforço de doze mil pessoas.

Com isso, o efetivo geral vai chegar a 150 mil militares.

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