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Colômbia extradita ex-chefe do Cartel de Cali para os EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Gilberto Rodríguez Orejuela, ex-chefe do Cartel de Cali e um dos mais notórios narcotraficantes do mundo, foi extraditado para os Estados Unidos na sexta-feira. O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, negou os últimos recursos legais de Orejuela. Rodríguez Orejuela e seu irmão, Miguel, eram líderes do desativado Cartel de Cali, que, segundo estimativas, controlava 80% do tráfico mundial de cocaína na década de 90. Ele é acusado nos Estados Unidos de contrabando e de lavagem de dinheiro e deve comparecer perante um tribunal em Miami, na Flórida, na segunda-feira. Algemado e vestindo um colete à prova de balas, Orejuela foi escoltado até o aeroporto de Bogotá por policiais fortemente armados e entregue a agentes do Departamento Antidrogas dos EUA. Cartel Sob a chefia de Gilberto, o Cartel de Cali foi um dos mais ricos e mais poderesos sindicatos do crime do mundo. Ele era conhecido como o "enxadrista" por sua habilidade em manipular seus oponentes. Autoridades americanas tentaram capturar os irmãos por mais de 15 anos. Quando Gilberto foi preso, em 1995, extradições tinham sido temporariamente banidas, então eles foram condenados à prisão na Colômbia. Em 2002, Gilberto foi solto antes do previsto devido a seu bom comportamento. Quatro meses depois ele foi novamente preso, ocasião em que os Estados Unidos apresentaram pedido de extradição. Gilberto, de 65 anos, já foi um dos homens mais ricos do mundo e deve passar o resto da vida em uma prisão em solo americano. A Suprema Corte da Colômbia ainda deve decidir sobre a extradição de seu irmão, Miguel. |
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