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Sharon demite cinco ministros e enfrenta crise política | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, demitiu cinco ministros do secular partido Shinui, um dos aliados de seu governo, depois que os representantes da legenda no Parlamento votaram contra a proposta de orçamento anual apresentada por ele. Os membros do partido faziam objeções aos subsídios dados a grupos religiosos. A decisão está sendo interpretada como um sinal do colapso da coalizão governista e levantou a hipótese da antecipação de eleições gerais no país. A quebra da aliança de Sharon detona uma crise política que pode prejudicar seus planos para a retirada de assentamentos da Faixa de Gaza no ano que vem. Oposição O correspondente da BBC em Jerusalém, Matthew Price, afirmou que Sharon deve tentar substituir os representantes do Shinui com membros do Partido Trabalhista, o principal partido de oposição. Isso evitaria a antecipação das eleições e permitiria a continuidade do plano de retirada de Gaza. Acredita-se que o primeiro-ministro se esforce em conseguir um acordo com a oposição até a próxima segunda-feira, quando uma possível moção de desconfiança pode forçar o colapso do seu governo. Se Sharon não obtiver uma nova coalizão, as eleições gerais previstas para daqui a dois anos devem ser antecipadas. O governo de Sharon perdeu a maioria no Parlamento em junho, quando seus aliados deixaram – ou foram obrigados a deixar – a coalizão por se oporem ao plano de retirada de Gaza. |
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