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Saddam faturou US$ 21,3 bi com fraudes envolvendo petróleo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma comissão do Senado americano divulgou nesta segunda-feira que o ex-líder iraquiano Saddam Hussein faturou US$ 21,3 bilhões com transações ilegais envolvendo a venda de petróleo. O montante, que é duas vezes maior do que indicavam as estimativas anteriores, foi obtido por Saddam desde o início da década de 90 até 2003. Uma das formas encontradas pelo ex-presidente para burlar o embargo comercial imposto ao Iraque durante seu governo teria sido contrabandear o petróleo para fora do país. Saddam também teria fraudado o programa de troca de petróleo por comida, criado com o objetivo de garantir que o povo iraquiano fosse beneficiado pelas reservas petrolíferas do Iraque. Fraqueza Em seu depoimento à comissão, Charles Duelfer, conselheiro especial da CIA disse que muito do que os agentes de inteligência americanos descobriram realizando uma investigação sobre o programa “Petróleo por Comida” foi “feio”. “O regime (de Saddam Hussein) dependia não de fazer com que as pessoas dessem o melhor de si, mas da promoção do que de pior tivessem. Ele envenenou tudo em que tocou, incluindo a ONU”, disse. O senador Norm Coleman, presidente da comissão, disse que o que precisa ser esclarecido agora é quanto dos mais de US$ 21,3 bilhões faturados por Saddam “estão ajudando os rebeldes hoje”. “A fraqueza do programa petróleo-por-comida levanta sérios questionamentos sobre a habilidade das Nações Unidas de impor sanções e administrar um programa de ajuda humanitária no futuro”, disse. O programa Petróleo por Comida começou em 1996, com a ONU permitindo que o Iraque vendesse petróleo para comprar alimentos, remédios e outros itens essenciais, deixando que Bagdá preparasse os seus próprios contratos. |
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