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Rumsfeld diz que foi 'mal-entendido' sobre elo de Saddam com Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, divulgou um comunicado nesta terça-feira em que diz que seus comentários sobre Saddam Hussein e a Al-Qaeda foram "lamentavelmente mal compreendidos". Na segunda-feira, Rumsfeld disse, durante um discurso no Conselho de Relações Internacionais, em Nova York, não ter visto "nenhum forte e convincente indício que ligue os dois (Saddam e Al-Qaeda)". Mas, no comunicado, o secretário de Defesa americano salienta que reconheceu que havia ligações entre Osama Bin Laden e o Iraque baseadas em informações de inteligência da CIA. Isso inclui, segundo o texto, "evidências sólidas da presença de membros da Al-Qaeda no Iraque, incluindo alguns que estão em Bagdá". A suposta ligação entre a Al-Qaeda e o Iraque foi uma das justificativas usadas pelo presidente americano, George W. Bush, para iniciar a ofensiva militar contra o país, no ano passado. Erros Na segunda-feira, o ex-administrador americano no Iraque, Paul Bremer, disse que os Estados Unidos cometeram dois erros no conflito com o Iraque, apesar de ressaltar que ainda é a favor da intervenção no país. Um erro, de acordo com Bremer, era não ter contado com tropas suficientes para tomar o controle do Iraque. O outro seria o fato de os Estados Unidos não terem impedido a violência e os saques logo após a destituição de Saddam. "Nós pagamos um alto preço por não ter parado isso porque foi estabelecida uma atmosfera sem lei", comentou Bremer durante uma conferência no Estado americano da Virgínia Ocidental. |
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