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Israel autoriza Arafat a sair de Ramallah para se tratar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, confirmou nesta quinta-feira que permitirá que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, deixe o seu quartel-general em Ramallah para se submeter a tratamento médico, se assim quiser. Sharon conversou por telefone com o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, mas ainda não há nenhuma garantia de que Arafat seria autorizado a retornar para Ramallah caso deixasse a cidade. Membros da família de Arafat, médicos e importantes autoridades palestinas se reuniram no quartel-geral da cidade, localizada na Cisjordânia, para avaliar a situação diante do agravamento do estado de saúde do líder palestino. Arafat havia reclamado de dores de estômago nos últimos dias, mas sua saúde piorou na quarta-feira. Relatos indicam que o líder palestino teria ficado inconsciente por um breve período de tempo e não estaria conseguindo comer sem vomitar. "Ele parecia cansado e fraco, mas conseguiu rezar", disse um representante palestino à agência de notícias Reuters. Alerta Uma equipe médica jordaniana, liderada pelo médico particular de Arafat, foi chamada para Ramallah com urgência. "Estou levando uma equipe para avaliar as condições dele e fazer o que for preciso", disse o neurologista Ashraf Kurdi.
A correspondente da BBC em Ramallah, Barbara Plett, afirma que a mulher de Arafat, Suha, deixou sua casa na França para ficar ao lado do marido, o que reforçou as preocupações quanto à saúde do líder palestino. De acordo com Plett, as últimas informações sobre o estado de saúde de Arafat eram contraditórias e variavam de "crítico" a "estável" ou "sentindo-se melhor". Um dos assessores de Arafat, Nabil Abu Rudeina, negou os rumores de que um comitê formado por três membros teria sido indicado para assumir as funções do líder palestino. Analistas afirmam que qualquer transição na liderança palestina seria caótica porque Arafat não definiu quem gostaria de ver como seu sucessor. O líder palestino viveu os últimos três anos quase como um prisioneiro dentro do quartel-general na cidade de Ramallah – cercado por tropas israelenses. As forças de segurança de Israel foram colocadas em elevado alerta nos territórios palestinos, e há relatos de que o Exército israelense preparou planos de contingência para o caso de Arafat morrer e isso iniciar uma revolta na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. |
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