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Cinco palestinos morrem em ataque aéreo em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma série de ataques aéreos no campo de refugiado de Khan Younis, na Faixa de Gaza, deixou pelo menos cinco palestinos mortos e mais de 20 feridos, na madrugada desta segunda-feira. Entre os mortos estão dois policiais palestinos. Há informações de que mísseis foram lançados por uma aeronave israelense atingindo um posto de segurança palestino, entre outros alvos. O ataque com mísseis aconteceu quando dezenas de tanques e militares armados se posicionaram entre um campo de refugiados em Khan Younis e assentamentos judeus na região. Ação O Exército israelense informou que a operação foi uma resposta aos recentes ataques com morteiros realizados por militantes palestinos contra assentamentos localizados na região de Gush Katif. Um porta-voz do Exército israelense disse que 28 morteiros foram lançados da região de Khan Younis em direção aos assentamentos só durante o último final de semana. O ataque do Exército de Israel acontece um dia antes de o projeto apresentado no domingo pelo gabinete do primeiro-ministro, Ariel Sharon, de retirada de judeus de assentamentos na Faixa de Gaza e de uma pequena parte da Cisjrodânia começar a ser discutido no Parlamento israelense. Segundo o plano, defendido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia serão removidos. Indenização As famílias de colonos obrigados a deixar os assentamentos terão direito a indenizações de até o equivalente a R$ 855 mil. Os assentamentos foram construídos em terras palestinas ocupadas por Israel durante a guerra ocorrida em 1967. O argumento de Sharon é que a remoção dos assentamentos da Faixa de Gaza vai permitir que o governo possa se concentrar em tentar garantir a segurança dos assentamentos da Cisjordânia, que são maiores e em maior número. Apesar de criticado principalmente por políticos considerados mais linha-dura, o plano de retirada parcial tem apoio da maior parte da população israelense e é também apoiado pelos políticos da esquerda israelense. |
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