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Lei prevê indenização a colonos forçados a deixar assentamentos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do governo israelense aprovou por 13 votos a seis um projeto de lei que prevê o pagamento de indenização para os colonos que forem obrigados a deixar os assentamentos onde vivem para a implementação do plano de retirada da Faixa de Gaza e de uma pequena parte da Cisjordânia. A lei, que será apresentada ao Parlamento no fim de outubro, prevê também punição para os que desrespeitarem as determinações do plano, que ainda não foi aprovado. O plano de retirada parcial será discutido no Parlamento de Israel – o Knesset – nesta segunda-feira e será votado no dia seguinte. Segundo o plano, defendido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia serão removidos. O plano dividiu o governo de Sharon e até mesmo o partido do primeiro-ministro, o Likud. Quatro do seis votos contra a lei, por exemplo, vieram de ministros membros do Likud. As famílias de colonos obrigados a deixar os assentamentos terão direito a indenizações que vão variar entre o equivalente a R$ 570 mil e R$ 855 mil. Territórios palestinos Os assentamentos foram construídos em terras palestinas ocupadas por Israel na guerra de 1967. O argumento de Sharon é que a remoção dos assentamentos da Faixa de Gaza vai permitir que o governo possa se concentrar em tentar garantir a segurança dos assentamentos da Cisjordânia, que são maiores e em maior número. Apesar de criticado principalmente por políticos considerados mais linha-dura, o plano de retirada parcial tem apoio da maior parte da população israelense e é também apoiado pelos políticos da esquerda israelense. |
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