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Colômbia destrói arsenal completo de minas terrestres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército da Colômbia destruiu as últimas minas terrestres de seu arsenal como parte das obrigações do país sob a convenção internacional que proíbe esse tipo de armamento. Apenas algumas minas serão mantidas com finalidade de treinamento. O país era o quarto do mundo em número de minas, ficando atrás apenas do Camboja, Afeganistão e Angola. Quase 7 mil minas foram destruídas em uma explosão controlada na zona rural, em Ponedera, no norte do país, com a presença do vice-presidente, Francisco Santos, e da cúpula militar colombiana. A explosão foi exibida em um telão na capital colombiana, Bogotá, em uma cerimônia em que compareceram o presidente Alvaro Uribe, a rainha Noor, da Jordânia, que faz campanha contra as minas, e centenas de vítimas de minas terrestres que usavam cadeiras de roda e muletas. Mas o correspondente da BBC Jeremy McDermott disse que dezenas de milhares de minas ainda estão espalhadas pela Colômbia, e as facções na guerra civil do país ainda utilizam essas armas. "Embora a Força Pública colombiana destrua as minas, temos 17 mil soldados na selva com todas as dificuldades, com todos os riscos, combatendo os terroristas para devolver a paz a esta nação", disse Uribe. Convenção de Ottawa A Colômbia aderiu à convenção de Ottawa, que proíbe o uso de minas, em 1997 e a ratificou em 2000, ano em que iniciou o processo de destruição das minas em poder do Exército. O tratado permite que as forças militares mantenham uma reserva de 986 minas para instrução e treinamento, já que há ainda muitas minas enterradas no país. A Colômbia também é o único país do continente americano onde ainda são utilizadas minas terrestres que, em média, fazem duas vítimas por dia, segundo cifras oficiais deste ano. |
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