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Forças de Israel se retiram do norte de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após 16 dias de intensos combates, tropas do Exército israelense se retiraram por completo do norte de Gaza. A ofensiva foi a mais pesada desde o início da 2ª intifada em setembro de 2000. O retorno dos militares a Israel ocorreu durante a madrugada deste sábado, e teria durado apenas algumas horas, segundo testemunhas. As tropas israelenses foram enviadas a Gaza para combater ataques palestinos com mísseis Qassam. A operação matou mais de 100 palestinos. Segundo um porta-voz militar, a retirada representa também um sinal de respeito ao começo do Ramadã, o mês considerado sagrado para os muçulmanos. De acordo com informações de palestinos, as tropas israelenses deixaram o acampamento de refugiados em Jabalyia e as cidades de Beit Hanoun e Beit Lahiya. Um porta-voz do grupo palestino Hamas, Fathi Hammad, disse que a retirada marca uma "vitória" dos militantes. Mas segundo o governo de Israel, as tropas que permanecem ao redor da Faixa de Gaza têm ordem para responder a qualquer tentativa de novos ataques por parte dos palestinos. Possibilidade de retorno O vice-ministro israelense da Defesa, Zeev Boim, disse que a operação atingiu seu objetivo com a queda considerável do número de ataques com mísseis Qassam. "Não temos nenhum desejo de dificultar a vida da população". Um porta-voz para o primeiro-ministro Ariel Sharon disse à agência Reuters que Israel poderá retornar, se necessário. O governo dos Estados Unidos elogiou a notícia da retirada das tropas de Israel no norte de Gaza. Um porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que os Estados Unidos sempre disseram esperar que a operação no norte da Faixa de Gaza terminasse rapidamente. |
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