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Atualizado às: 06 de outubro, 2004 - 12h51 GMT (09h51 Brasília)
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União Européia abre caminho para entrada da Turquia
Primeiro-ministro Erdogan, da Turquia
Premiê Erdogan vem promovendo reformas políticas e econômicas
A Comissão Européia anunciou nesta quarta-feira que a Turquia está pronta para dar início a negociações relativas à sua adesão à União Européia (UE). Advertiu, porém, que o governo terá de cumprir várias condições para entrar para o clube.

O aguardado pronunciamento em Bruxelas, feito pelo presidente da Comissão, Romano Prodi, não trouxe uma data para que o diálogo comece oficialmente.

A decisão final sobre as negociações para o ingresso de novos países na União Européia deve ser tomada pelos 25 países membros do bloco europeu em dezembro deste ano.

A Comissão Européia também confirmou que a Bulgária e a Romênia estão cumprindo as exigências impostas para que consigam entrar para a União Européia em 2007.

O comissário europeu para a expansão do bloco, Guenter Verheugen, fez também recomendações para que se inicie em 2005 negociações para a adesão da Croácia.

Reformas

O governo da Turquia vem promovendo uma série de reformas políticas e econômicas visando a adesão ao bloco econômico europeu.

Mas Prodi argumentou que os turcos terão de melhorar o respeito aos direitos humanos e garantir a democracia e que não se pode prever ainda se as negociações realmente levarão à entrada do país na UE.

Mesmo que os chefes de governo europeus sigam as recomendações da Comissão Européia e abram negociações, espera-se que uma evetual adesão turca aconteça apenas na próxima década.

O governo da Turquia é comandado pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, um islâmico moderado que vem promovendo uma série de reformas políticas e econômicas no país.

Recentemente, o parlamento turco anunciou uma série de medidas para reformar o código penal do país, entre elas a proibição legal do uso de tortura e a imposição de penalidades mais severas para o tráfico de pessoas. As medidas foram bem acolhidas pela UE e por ativistas da área de direitos humanos.

Mas o bloco econômico europeu fez duras críticas sobre o intenção dos parlamentares turcos de instituir a criminalização do adultério, uma das outras medidas em discussão no Parlamento, que depois foi derrubada.

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