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Atualizado às: 06 de outubro, 2004 - 16h17 GMT (13h17 Brasília)
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Saddam era pior do que se imaginava, diz ministro britânico
ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw
Straw se disse impressionado com progresso para eleições no Iraque
Um relatório chave sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque mostra que Saddam Hussein representava uma ameaça mais séria do que se imaginava anteriormente, de acordo com o ministro britânico das Relações Exteriores, Jack Straw.

Em visita a Bagdá, Straw afirmou nesta quarta-feira que agora não é surpresa o fato de o Iraq Survey Group (grupo americano encarregado de procurar armas de destruição em massa no Iraque) não ter obtido um resultado positivo no país.

De acordo com o ministro britânico, Saddam teria construído armas de destruição em massa se tivesse sido deixado no poder.

O ministro britânico afirmou ainda que "a ameaça de Saddam Hussein, em termos de suas intenções, era até mais absoluta do que havia sido visto antes".

Ameaça

"Eu, pessoalmente, não tenho dúvidas de que se nós tivéssemos saído do Iraque e deixado o Iraque para Saddam, ele teria aumentado sua força e representado uma ameaça até maior do que antes ao povo do Iraque e ao povo da região", disse Straw.

Os comentários do ministro britânico tiveram o apoio do vice-primeiro-ministro do Iraque, Barhem Saleh.

O vice-premiê disse que qualquer um que duvidasse que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa precisaria apenas visitar Halabja, onde o ex-líder iraquiano envenenou milhares de curdos com gás.

"Nós sabemos que Saddam tinha armas de destruição em massa. Nós sabemos que ele usou armas de destruição em massa", disse Saleh, acrescentando que, na sua opinião, o próprio Saddam era uma arma de destruição em massa.

"Seria apenas uma questão de tempo antes que ele reconstituísse essas armas e representasse um perigo muito mais potente para o povo iraquiano e a comunidade internacional."

O ministro britânico das Relações Exteriores também disse estar impressionado com o progresso na preparação para as eleições gerais no Iraque, marcadas para janeiro de 2005.

Depois de se encontrar com a comissão eleitoral independente do Iraque, Straw disse que estava "encorajado" pelo progresso técnico alcançado.

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