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Yeltsin critica reforma proposta por Putin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente russo Boris Yeltsin advertiu nesta quinta-feira que as propostas de seu sucessor, Vladimir Putin, para reforçar o poder do Kremlin podem ser um revés para a democracia no país. Em um artigo na edição de sexta-feira do jornal Moscow News, Yeltsin afirmou que a Rússia não pode se afastar da Constituição adotada depois do referendo de 1993. Depois do cerco a uma escola em Beslan, Putin anunciou planos de restringir eleições regionais, dizendo que isso se justifica para ajudar a "combater o terrorismo". Mas Yeltsin disse que o estrangulamento das liberdades "pode significar apenas que os terroristas venceram". As propostas podem exigir mudanças constitucionais, mas Putin nega que ele tenha planos de fazer isso. O analista da BBC para política russa, Andrei Ostalski, disse que Yeltsin fez o alerta mais significativo até o momento dentro da Rússia sobre os planos de Putin. Políticos nos Estados Unidos e na Europa já expressaram sua preocupação com as reformas anunciadas pelo presidente russo. Boris Yeltsin manteve uma postura discreta desde que deixou a cena política russa, em 1999. O presidente George W. Bush disse à Rússia que devem ser defendidos os princípios da democracia. A declaração foi feita na quarta-feira, depois que a Rússia rejeitou críticas anteriores feitas pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, e pelo comissário de Relações Exteriores da União Européia, Chris Patten. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que as medidas são assunto interno e não deveriam preocupar os Estados Unidos. |
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