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Atualizado às: 08 de setembro, 2004 - 14h08 GMT (11h08 Brasília)
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General da Rússia defende ataques preventivos
Soldado russo na Chechênia
O Exército russo é composto por um milhão de soldados
A Rússia se reserva o direito de lançar ataques preventivos em qualquer lugar do mundo “para combater o terrorismo”, segundo a maior autoridade militar do país, o general Yuri Baluyevsky.

“Tomaremos todas as medidas, incluindo ataques preventivos, para eliminar bases terroristas em qualquer lugar do mundo”, disse Baluyevsky, após um encontro com o principal comandante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa, James Jones.

“Isso não significa que usaremos armas nucleares”, disse o russo. Ele declarou que a escolha dos armamentos empregados vai variar dependendo da situação.

A medida foi anunciada após o seqüestro da escola na cidade de Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, onde pelo menos 335 pessoas morreram, na semana passada.

Beslan

O seqüestro da escola de Beslan teve início na quarta-feira, dia 1º de setembro, quando separatistas chechenos tomaram a escola e mantiveram mais de mil pessoas como reféns, entre adultos e crianças.

Os reféns foram espremidos dentro de um pequeno ginásio, pouco mais que uma quadra de basquete, e obrigados a ficar no centro da quadra, rodeados por minas e bombas conectadas por cabos.

Os investigadores acreditam que as armas e a munição tenham sido escondidas no interior do ginásio semanas antes do ataque.

Na sexta-feira, terceiro dia do seqüestro, os militantes autorizaram a entrada de funcionários para retirar os corpos de reféns mortos.

Minutos mais tarde, foram ouvidos tiros e explosões e um grupo de reféns de diferentes idades conseguiu escapar.

Ainda não está claro em que ordem se deram os acontecimentos. Testemunhas dizem que uma das bombas presas nas paredes do ginásio explodiu. Isso teria se seguido de uma grande explosão, que fez o telhado ceder e os reféns começarem a fugir.

Os rebeldes atiraram neles enquanto fugiam. As tropas russas do lado de fora começaram a responder aos tiros e forças especiais invadiram a escola. O cordão de isolamento, porém, foi desrespeitado por parentes dos reféns, muitos armados, que se misturaram às tropas correndo na direção do edifício.

Renúncia

Os presidente russo, Vladimir Putin, afirmou depois que a decisão de invadir não foi planejada, mas tomada após os seqüestradores começarem a atirar nas crianças.

Grupos de direitos humanos liderados pela Anistia Internacional, no entanto, acusaram o governo russo de ter escondido inicialmente a verdade sobre o seqüestro.

Eles também disseram que os ataques aconteceram “após cinco anos de violações de direitos humanos persistentes, disseminadas e impunes contra a população civil da Chechênia”.

O presidente da república russa da Ossétia do Norte, Alexander Dzasokhov, disse que vai renunciar nos próximos dias por causa das críticas que seu governo vem sofrendo devido à maneira como lidou com a crise.

Manifestante com lenço 'soviético'Em fotos
Milhares saem às ruas em repúdio a massacre em escola.
Em imagens
Moradores de Beslan choram no enterro de familiares.
Guia interativo
Veja a seqüência de eventos na invasão da escola de Beslan.
Forças russas em BeslanAnálise
Forças russas agiram de improviso e com falta de coordenação.
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