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EUA se dizem 'preocupados' com política de Putin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Estado americano manifestou "preocupação" com as mudanças políticas propostas pelo presidente russo, Vladimir Putin, depois da tragédia de Beslan. O secretário de Estado, Colin Powell, disse que Putin estava, na verdade, afastando-se de reformas democráticas. Powell afirmou que deseja discutir as medidas com o governo de Moscou. Na segunda-feira, Putin pediu maior controle central das regiões russas e uma reformulação dos serviços de segurança. O ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, disse nesta terça-feira que o combate ao "terror" será "uma das prioridades" do orçamento de 2005. Dois terços dos recursos contra o "terror" serão destinados ao Ministério da Defesa. 'Equilíbrio' Powell disse à agência de notícias Reuters que Moscou deveria "equilibrar" a necessidade de perseguir os terroristas e o compromisso com o processo democrático. "Não seria o melhor caminho tomar uma direção que seria vista pela comunidade internacional como um passo para trás no que diz respeito às reformas democráticas", disse o secretário de Estado. Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado, também pediu à Rússia que "consiga o equilíbrio correto" e, ao mesmo tempo, expressou a solidariedade de Washington para com Moscou no combate ao terrorismo. O anúncio de Putin, na segunda-feira, de uma série de reformas amplas e radicais inclui planos para modificar a forma como a Câmara Baixa do Parlamento russo, a Duma, é eleita, e a nomeação, em lugar da eleição direta, de governadores regionais. Putin também reiterou que a Rússia tem o direito de tomar medidas preventivas para "destruir criminosos em seus esconderijos e, se necessário, no exterior". O correspondente da BBC em Moscou, Peter Biles, disse que é quase certo que as novas medidas fortalecerão a própria posição de Putin, e limitarão ainda mais o poder da já debilitada oposição. Longo-prazo O investimento nos serviços de segurança anunciados nesta terça-feira se seguem aos quase US$ 70 milhões prometidos por Kudrin para um programa antiterror no orçamento do próximo ano. A mais recente injeção de fundos vai reforçar os recursos do Ministério da Defesa em mais US$ 3,7 bilhões, e o Serviço Federal de Segurança, o Ministério do Interior e o Serviço de Inteligência Estrangeira receberão um total de mais de US$ 1,7 bilhão. O dinheiro será gasto em apoio técnico, treinamento de especialistas e recrutamento de profissionais. Também haverá fundos extras para a segurança no metrô. Correspondentes afirmam que alguns jornais russos advertiram que os recursos -que representam um aumento de 27% em relação a montantes anteriores - pode levar a mais burocracia ao invés de mais segurança. |
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