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Ex-vice-premiê acusado de sodomia é libertado na Malásia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-vice-primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, foi libertado da prisão depois que o tribunal de mais alta instância do país cancelou sua condenação por sodomia. Há cerca de seis anos, o ex-líder malaio Mahatir Mohammed demitiu Anwar depois de divergências sobre política econômica. Mahatir foi mentor de Ibrahim, tornando-se depois seu rival. O ex-vice-primeiro-ministro sempre alegou que as acusações apresentadas contra ele tinham motivação política. Ele disse à BBC que agora vai viajar para a Alemanha para tratamento de problemas lombares que, segundo Anwar, resultaram de espancamento sofrido nas mãos de policiais. Não sólida Houve condenação generalizada dos procedimentos do tribunal que o condenou originalmente, e a corte federal malaia acetou que sua condenação por sodomia não era sólida. O tribunal estava analisando uma rejeição anterior do pedido de apelação de Anwar, mas acabou decidindo contra a condenação original por 2 votos a 1. "Ele deveria ter sido absolvido", disse o juiz Abdul Hamid Mohamad, que presidiu um painel de três juízes. Ao reexaminar as provas, o tribunal decidiu que a testemunha-chave da promotoria não era confiável. Azizan Abubakar alegou que foi sodomizado por Anwar em maio de 1994. Depois a data foi mudada para maio de 1992, mas quando veio à tona que o prédio onde o ato sexual supostamente teria ocorrido não existia, a acusação foi reformulada uma segunda vez. Depois de demitido do cargo, em 1998, Anwar liderou um grande protesto contra o governo. Na mesma noite, a polícia arrombou a porta de sua casa e prendeu o político malaio. Em 1999 ele foi preso por seis anos por corrupção e, em 2000, recebeu nova pena, de nove anos, por sodomia. Anwar não conseguiu cancelar a primeira pena, que cumpriu até o ano passado. O correspondente da BBC na capital malaia, Kuala Lumpur, Jonathan Kent, disse que a presença de Anwar na prisão apresentava-se como um problema para o atual primeiro-ministro malaio, Abdullah Badawi, que sucedeu Mahathir em novembro. |
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