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Milhares de fiéis já fazem orações no santuário de Najaf | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de fiéis já estão rezando no santuário do imã Ali, em Najaf, depois que foi fechado um acordo de paz que acabou com mais de três semanas de confrontos na cidade. Ao entrar na mesquita, alguns agradeciam a Deus aos gritos, outros choravam e beijavam as portas e paredes do santuário, o principal para os muçulmanos xiitas. Os militantes fiéis ao clérigo radical Moqtada al-Sadr foram instruídos a depor suas armas e deixar o santuário, misturados à população. Os alto-falantes ainda transmitiam o chamado na sexta de manhã. Integrantes das milícias foram vistos colocando as armas em um carrinho que seria levado dali. O acordo de paz estipula ainda a retirada das forças americanas de Najaf. Acordo de paz O acordo foi fechado na quinta-feira à noite, depois do retorno do aiatolá Ali Sistani à cidade.
Quando a violência começou, Sistani estava em Londres para tratamento médico. Nas últimas horas, a situação estava relativamente calma na cidade. A polícia iraquiana, no entanto, mantém forte presença na parte antiga da cidade. O acordo negociado com Moqtada al-Sadr foi bem recebido pelo governo interino em Bagdá como uma "grande vitória". Um porta-voz do governo interino, Qassen Daoud, disse que os seguidores de Al-Sadr são convidados a integrar o processo político e que o clérigo vai permanecer em liberdade. Segundo o correspondente da BBC em Najaf, Alastair Leithead, o acordo não deixou ninguém desmoralizado. Ele deu aos militantes do Exército de Mehdi, de Al-Sadr, a oportunidade de retornar à vida civil, misturando-se à multidão ao sair do santuário. Al-Sadr se reuniu pessoalmente com o aitolá Ali Sistani para negociar o acordo, escapando da casa do líder xiita enquanto repórteres lutavam para entrevistar o porta-voz de Sistani. A retirada de todas as forças armadas, inclusive soldados americanos, também é parte do acordo, além do pagamento de compensação para quem foi prejudicado pela violência. Cuidado O Departamento de Estado americano disse que os termos exatos do acordo ainda não estão claros, mas que os soldados vão respeitar a trégua de 24 horas decretada após a chegada de Sistani. "Nossas forças vão respeitar o cessar-fogo decretado pelo primeiro-ministro Iyad Allawi enquanto esperamos o resultado dos esforços do governo iraquiano para restabelecer a ordem e a autoridade do governo em Najaf", disse a porta-voz Darla Jordan. A crise em Najaf começou com choques entre forças lideradas pelos Estados Unidos e milícias fiéis a Moqtada al-Sadr perto da casa dele na cidade. Nenhum dos lados admite ter começado. As forças do governo iraquiano e dos Estados Unidos avançaram em direção ao santuário de imã Ali, mas não chegaram a atacar o local diretamente. Estima-se que centenas de pessoas tenham morrido ou ficado feridas nos confrontos. |
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