|
Afeganistão e Paquistão decidem trocar centenas de prisioneiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Paquistão e Afeganistão concordaram nesta terça-feira em trocar prisioneiros. Com isso, 400 paquistaneses mantidos em prisões afegãs serão libertados, assim como 250 afegãos deixarão presídios paquistaneses. Mas o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que os paquistaneses detidos só serão libertados depois que as autoridades tiverem certeza de que eles "não prejudicarão seu país". O acordo foi resultado de negociações na capital paquistanesa, Islamabad, entre Karzai e o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf. O repórter da BBC em Islamabad, Paul Anderson, disse que a visita de Karzai, que ocorre menos de dois meses antes das eleições presidenciais no Afeganistão, está sendo caracterizada como um sucesso. Segundo Anderson, a visita deu a Karzai e ao general Musharraf a oportunidade de uma reconciliação política depois de divergências em torno de alegações de que o Paquistão não estava se esforçando o suficiente para impedir incursões de combatentes do Talebã no outro lado da fronteira. Talebã Falando a repórteres depois de fechado o acordo para a troca de prisioneiros, Karzai disse que o processo pode levar tempo porque alguns dos detidos no Paquistão têm ligações com o Talebã. "Há determinadas pessoas que causaram grande destruição no Afeganistão", disse o presidente, "elas vieram para o Paquistão e nos causaram grandes prejuízos". O acordo foi fechado depois de dois dias de conversações entre os dois líderes sobre "terrorismo" e a luta contra os combatentes da Al-Qaeda e do Talebã ainda no país. Outra questão discutida foi o fortalecimento de laços econômicos. Segundo correspondentes, o comércio entre os dois países é relativamente pequeno. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||