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Powell elogia proposta de força muçulmana no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado americano, Colin Powell, elogiou a proposta de enviar ao Iraque uma força de segurança formada por soldados de países muçulmanos. Powell qualificou a idéia como "interessante" depois de participar de reuniões, na Arábia Saudita, com representantes do governo saudita e com o primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi. Powell disse que tropas muçulmanas podem participar ou como parte da força liderada pelos americanos ou como uma entidade à parte dentro do esquema da operação em vigor. Allawi disse que sua administração queria aumentar a participação da comunidade internacional. Representantes sauditas destacaram a necessidade de uma força composta por países muçulmanos ser vista como distinta da atual, ou mesmo como uma força substituta. Mas a correspondente da BBC, Jill McGivering, que viaja com Powell, disse que não há indicação de que o governo americano deseje abrir mão de sua influência considerável em campo. O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Saud al-Faisal, confirmou que as negociações preliminares para a criação da força militar já estão acontecendo, mas não deu mais detalhes. Contatos Um porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, disse que as negociações pretendem “facilitar o envio de soldados vindo de países que não sejam vizinhos do Iraque”. Recentemente, o atual governo interino do Iraque disse que não aceitaria a presença de tropas de países vizinhos. Um alto integrante do governo saudita disse que o país vem estudando a idéia há duas semanas e já fez contatos iniciais com outras nações islâmicas. A Arábia Saudita já teria discutido o assunto também com a Organização das Nações Unidas (ONU) e líderes iraquianos. McGivering disse que, apesar da proposta, será difícil conquistar o apoio das populações dos países muçulmanos, que se opuseram frontalmente à invasão do Iraque. Muito vai depender, acreditam especialistas, de qual mandato eles teriam no país e quem comandaria a operação. Dificilmente países muçulmanos aceitariam manter suas tropas sob o comando americano. Os americanos apoiariam a idéia de uma diminuição das tropas no Iraque. Mas a questão é se os Estados Unidos estariam dispostos a abrir mão de parte de seu controle em solo iraquiano. Também nessa quinta-feira, a Casa Branca condenou um atentado suicida no Iraque que matou cerca de 70 pessoas na quarta-feira, na cidade de Baquba, ao norte da capital Bagdá. Em todo o país, mais de cem pessoas foram assassinadas, no dia mais violento desde a transferência de poder no Iraque, há um mês. |
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