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Atualizado às: 24 de julho, 2004 - 15h35 GMT (12h35 Brasília)
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Premiê iraquiano pede que Egito não ouça seqüestradores
Militantes dizem que seqüestro foi reação a oferta feita pelo Egito
Militantes dizem que seqüestro foi reação a oferta feita pelo Egito
O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, pediu para que o Egito não se curve aos militantes que seqüestraram um diplomata egipício em Bagdá.

"A única forma de lidar com terroristas é levá-los à justiça", afirmou o premiê iraquiano, durante visita à Síria.

Mohamed Mamdouh Qutb foi levado por homens armados quando saía de uma mesquita na capital iraquiana na sexta-feira.

Um grupo militante disse ter seqüestrado o diplomata em resposta à oferta do Egito de ajudar o novo governo iraquiano.

Um correspondente da BBC disse que o governo egípcio ofereceu equipamento e treinamento para as forças de segurança do Iraque.

No entanto, desde que o diplomata foi seqüestrado, o governo do Egito tem insistido que não ofereceu o envio de tropas ao Iraque.

O primeiro-ministro iraquiano visitou o Cairo nesta semana e discutiu a possibilidade de usar tropas egípcias para treinar as forças iraquianas.

Mas as autoridades egípcias insistem que nenhum acordo foi fechado.

"A possibilidade de o Egito enviar qualquer contingente militar para o Iraque é um assunto que não foi discutido", o ministro do Exterior egípcio, Ahmed Abul Gheit, teria dito à agência de notícias Mena.

Qutb é a mais importante figura pública e o primeiro diplomata estrangeiro a ser seqüestrado no Iraque desde que os militantes passaram a realizar seqüestros em abril.

A organização militante Brigada dos Leões de Alá disse estar por trás do seqüestro.

Mais seqüestros

Em outro episódio, os seqüestradores de sete motoristas de caminhão estrangeiros - incluindo um egípcio - anunciaram um novo prazo para a empresa do Kuwait responsável pela presença dos homens no Iraque.

Em um vídeo transmitido pela Al-Jazeera, os seqüestradores teriam dado mais 48 horas para que o Kuwait e a Gulf Link Transport interrompam suas operações no Iraque.

Na gravação, o grupo também teria feito novas exigências, pedindo que prisioneiros iraquianos no Kuwait e nos Estados Unidos sejam libertados e que a empresa pague indenização às famílias daqueles que morreram durante os ataques liderados pelos americanos à cidade de Falluja.

O grupo vinha ameaçando matar um homem a cada 72 horas caso a companhia não deixasse o Iraque. Mas esse prazo foi aparentemente estendido por 48 horas.

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