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Premiê iraquiano pede que Egito não ouça seqüestradores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, pediu para que o Egito não se curve aos militantes que seqüestraram um diplomata egipício em Bagdá. "A única forma de lidar com terroristas é levá-los à justiça", afirmou o premiê iraquiano, durante visita à Síria. Mohamed Mamdouh Qutb foi levado por homens armados quando saía de uma mesquita na capital iraquiana na sexta-feira. Um grupo militante disse ter seqüestrado o diplomata em resposta à oferta do Egito de ajudar o novo governo iraquiano. Um correspondente da BBC disse que o governo egípcio ofereceu equipamento e treinamento para as forças de segurança do Iraque. No entanto, desde que o diplomata foi seqüestrado, o governo do Egito tem insistido que não ofereceu o envio de tropas ao Iraque. O primeiro-ministro iraquiano visitou o Cairo nesta semana e discutiu a possibilidade de usar tropas egípcias para treinar as forças iraquianas. Mas as autoridades egípcias insistem que nenhum acordo foi fechado. "A possibilidade de o Egito enviar qualquer contingente militar para o Iraque é um assunto que não foi discutido", o ministro do Exterior egípcio, Ahmed Abul Gheit, teria dito à agência de notícias Mena. Qutb é a mais importante figura pública e o primeiro diplomata estrangeiro a ser seqüestrado no Iraque desde que os militantes passaram a realizar seqüestros em abril. A organização militante Brigada dos Leões de Alá disse estar por trás do seqüestro. Mais seqüestros Em outro episódio, os seqüestradores de sete motoristas de caminhão estrangeiros - incluindo um egípcio - anunciaram um novo prazo para a empresa do Kuwait responsável pela presença dos homens no Iraque. Em um vídeo transmitido pela Al-Jazeera, os seqüestradores teriam dado mais 48 horas para que o Kuwait e a Gulf Link Transport interrompam suas operações no Iraque. Na gravação, o grupo também teria feito novas exigências, pedindo que prisioneiros iraquianos no Kuwait e nos Estados Unidos sejam libertados e que a empresa pague indenização às famílias daqueles que morreram durante os ataques liderados pelos americanos à cidade de Falluja. O grupo vinha ameaçando matar um homem a cada 72 horas caso a companhia não deixasse o Iraque. Mas esse prazo foi aparentemente estendido por 48 horas. |
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