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Egito diz que não enviará tropas ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Abul Gheit, disse que seu governo não está considerando a hipótese de enviar tropas ao Iraque. A afirmação foi uma reação ao seqüestro de um diplomata egípcio por um grupo militante armado na capital iraquiana, Bagdá. De acordo ocm o ministro egípcio, o diplomata Mohamed Mamdouh Qutb estava trabalhando para construir "relações de irmandade" entre o povo egípcio e o iraquiano. O ministro disse à agência de notícias oficial do Egito, Mena, que "o envio de soldados ou de qualquer efetivo militar ao Iraque não foi proposto de forma alguma". Na sexta-feira, a organização militante Brigada dos Leões de Alá, que disse estar por trás do seqüestro, afirmou que a captura do diplomata ocorreu devido à oferta feita pelo Egito de fornecer auxílio ao governo interino do Iraque em operações de segurança. Em recente visita ao Egito, o primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Allawi, pediu às autoridades egípcias que enviassem soldados ao Iraque, mas o pedido teria sido rejeitado. Vídeo A rede de TV árabe Al-Jazeera transmitiu um vídeo enviado pela Brigada dos Leões de Alá. Na gravação, é dito que o diplomata foi seqüestrado após declaração feita pelo primeiro-ministro do Egito, Ahmed Nazif, que afirmou que o Egito está pronto para oferecer ajuda na área de segurança para o governo interino do Iraque. A gravação mostra o diplomata egípcio sentado na frente de seis homens mascarados. Segundo Caroline Hawley, correspondente da BBC em Bagdá, este é o primeiro seqüestro de um diplomata desde que a onda de sequestros de estrangeiros começou no Iraque no início do ano. Segundo a correspondente da BBC, as embaixadas estrangeiras no Egito normalmente contam com fortes esquemas de segurança. De acordo com autoridades egípcias, o diplomata teria sido seqüestrado quando deixava uma mesquita. Mais seqüestros Em outro episódio, ainda segundo a Al-Jazeera, os seqüestradores de sete motoristas de caminhão estrangeiros deram um novo ultimato para a empresa do Kuwait responsável pela presença dos homens no Iraque. Como resgate, os seqüestradores querem indenizações para as famílias de iraquianos mortos durante as batalhas entre soldados americanos e guerrilhas. Os seqüestradores também exigem a libertação de prisioneiros iraquianos de prisões nos Estados Unidos e no Kuwait, segundo a rede de TV árabe. O grupo vinha ameaçando matar um homem a cada 72 horas caso a companhia não deixasse o Iraque. |
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