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Mulher é atacada por anti-semitas na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Políticos franceses reagiram com horror a um ataque anti-semita contra uma mulher e seu bebê em um trem na França. Uma gangue de jovens cortou o cabelo da mulher e suas roupas e desenhou a suástica nazista no corpo dela, antes de virar o carrinho onde o bebê dela estava deitado. Nenhum passageiro tentou impedir o ataque contra a mulher, que a gangue acusava de ser judia. O presidente francês, Jacques Chirac, condenou o "ato vergonhoso", cometido um dia depois de ele ter prometido combater o racismo no país. Cercada Chirac exigiu que "seja feito tudo para encontrar os responsáveis... e que eles sejam julgados e sentenciados com severidade". A mulher de 23 anos estava em um trem ao norte de Paris na sexta-feira de manhã, com seu bebê de 13 meses de idade. Seis homens - descritos pela mídia francesa como parecendo ser de origem norte-africana - cercaram a jovem e puxaram sua bolsa. Segundo a polícia, a gangue encontrou documentos que se referiam ao rico 16º distrito da capital , e disseram: "Só há judeus no 16º distrito". A polícia disse que a mulher não é judia e não vive mais no bairro. Há informações de que os agressores empurraram a mulher, usaram uma faca para cortar o cabelo dela e as roupas, e desenharam suásticas na barriga da vítima, com uma caneta. Na confusão, o bebê foi aparentemente atirado para fora do carrinho. Passageiros criticados Políticos de todas as linhas criticaram o ataque. Jean-Paul Huchon, presidente da região de Ile de France, que cerca Paris, ficou desesperado com a falta de reação dos passageiros. Ele lembrou a deportação das crianças judias durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial, dizendo: "E agora, deixamos pessoas serem atacadas assim, sem reagir, sem fazer nada". O ministro do Interior, Dominique de Villepin, ordenou que a polícia encontre os culpados "o mais rápido possível". Na quinta-feira, o presidente Chirac se queixou da quantidade de ataques racistas e anti-semitas na França, inclusive a profanação de túmulos de judeus e muçulmanos. Analistas relacionam a crescente tensão entre judeus e muçulmanos ao contínuo conflito no Oriente Médio. Há poucos dias, um relatório do Serviço de Inteligência Francês concluiu que os subúrbios pobres da França estão se tornando guetos , onde prolifera o radicalismo islâmico. |
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