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França busca apoio islâmico contra onda anti-semita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, se reuniu nesta segunda-feira com o principal líder da comunidade muçulmana no país para discutir como combater o anti-semitismo e a atuação de radicais islâmicos na França. Após o encontro, Dalil Boubakeur, que encabeça o Conselho Francês para a Fé Muçulmana, afirmou que é necessário melhor treinamento para assegurar que os clérigos muçulmanos franceses se atenham aos ensinamentos do islã e não passem a pregar a militância política. A iniciativa do governo da França foi uma reação a um fim de semana marcado pelo vandalismo de ativistas anti-semitas contra cemitérios judaicos e cristãos. Na noite de sábado para domingo, agressores ainda não-identificados pintaram suásticas em túmulos de um cemitério cristão na Alsácia, perto da fronteira com a Alemanha. Encontro ecumênico Na sexta-feira, o mesmo já havia ocorrido em um cemitério judaico em Herrlisheim, onde 127 túmulos foram vandalizados. Raffarin anunciou a realização na quinta-feira de um encontro ecumênico na Alsácia, com os principais líderes religiosos do país. As autoridades condenaram duramente o acontecido – ações do gênero se tornaram frequentes desde o ano passado no país, com uma onda de anti-semitismo sendo aparentemente estimulada pelo conflito entre Israel e os palestinos. Muitos dos ataques foram realizados por jovens militantes muçulmanos. O Conselho Francês para a Fé Muçulmana pediu que os responsáveis por esses atos de vandalismo sejam punidos "com a maior severidade". O premiê Raffarin reafirmou a sua "firme condenação contra todos os ataques racistas e anti-semitas". |
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