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Atualizado às: 18 de novembro, 2003 - 00h18 GMT (22h18 Brasília)
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França intensifica luta contra anti-semitismo
Jean-Pierre Raffarin
Jean-Pierre Raffarin presidirá a comissão de combate ao anti-semitismo

O presidente francês, Jacques Chirac, fez um apelo pelo combate ao anti-semitismo na França, depois do ataque a uma escola judaica em Paris.

"Quando um judeu é atacado na França, é um ataque à França como um todo", disse ele, depois de um encontro especial com ministros de seu gabinete.

Chirac anunciou um programa de regeneração urbana de US$ 7 bilhões para áreas predominantemente muçulmanas em cidades francesas.

As precárias condições de vida nessas áreas são apontadas como uma das razões por trás do anti-semitismo demonstrado por jovens muçulmanos. Mais de cinco milhões de muçulmanos vivem na França.

Muçulmanos

O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, deve liderar uma comissão ministerial encarregada de combater o anti-semitismo.

Em muitas cidades, o número de ataques a judeus - verbais e físicos - cresceu nos últimos três anos.

A nova comissão ministerial deverá ter encontros mensais, segundo Raffarin.

Parte do trabalho do grupo, afirmou, será fazer um registro mensal de "todas as ações reconhecidas no país como atos de anti-semitismo".

Punição

O primeiro-ministro disse que as "mais pesadas penas" seriam aplicadas àqueles que fossem considerados culpados de anti-semitismo ou racismo, no que se convenciona chamar de "crimes de ódio".

O ataque à escola Merkaz Hatorah - atingida por uma bomba que causou um incêndio -, foi em Gagny, no norte de Paris, na manhã de sábado.

O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, que esteve no encontro ministerial de segunda-feira, juntamente com os ministros da Justiça e da Educação, disse que o ataque criminoso tinha "uma conotação anti-semita e obviamente racista".

Ataques do gênero no país têm sido atribuídos a jovens muçulmanos enfurecidos com as políticas de repressão adotadas por Israel em relação aos palestinos.

Chirac encontrou-se com líderes judeus, após se reunir com os ministros.

Sarkozy tem sido bastante duro com relação ao racismo e a atos anti-semitas desde que o governo de centro-direita chegou ao poder, em maio de 2002.

A exemplo de Raffarin, o ministro do Interior disse que os atacantes devem ser severamente punidos.

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