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Ex-general é favorito em 1ª eleição direta da Indonésia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ex-general é o favorito para vencer as primeiras eleições diretas da Indonésia, que acabaram nesta segunda-feira. As pesquisas mostram o ex-genaral Susilo Bambang como o preferido dos eleitores, embora ainda haja dúvidas se ele vai conseguir a maioria dos votos, para impedir a realização de um segundo turno. Ao todo, cinco candidatos disputam o cargo, incluindo a atual presidente, Megawati Sukarnoputri. O resultado das eleições deve ser anunciado dentro de dez dias, mas a Comissão Eleitoral anunciou que resultados extra-oficiais devem ser divulgados antes. Desde a sua independência, reconhecida em 1949, o país nunca teve uma eleição presidencial direta - o general Suharto controlou o poder por três décadas, e seus sucessores foram escolhidos pelo Parlamento. Cerca de 150 milhões de pessoas tiveram direito ao voto e, em alguns pontos do país, calcula-se que 75% dos eleitores compareceram às urnas. Com as eleições, a Indonésia se torna a maior democracia muçulmana do mundo. Economia Sukarnoputri foi nomeada para a Presidência, há três anos, pelo Parlamento, quando o então presidente Abdurrahman Wahid perdeu o poder após ser acusado de incompetência administrativa. Além de Susilo Bambang, outro adversário de Sukarnoputri é o ex-comandante das Forças Armadas da Indonésia, general Wiranto, que foi indiciado por crimes contra a Humanidade em um tribunal do Timor Leste. De acordo com correspondentes, a campanha eleitoral se concentrou na figura dos candidatos e nos problemas econômicos do país. Na abertura da votação no domingo, a presidente indonésia pediu eleições pacíficas. "Se nós conseguirmos passar por esses tempos difíceis de maneira calma, não será impossível que o nosso sucesso seja tomado como exemplo para outras nações enfrentando a transição para a democracia", disse ela. Analistas dizem que a atual presidente da Indonésia decepcionou muitos eleitores por não cumprir sua promessa de introduzir reformas e combater o desemprego, a corrupção e os conflitos separatistas. |
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