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Ministro da Economia da Itália pede demissão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Economia da Itália, Giulio Tremonti, pediu demissão horas antes de uma reunião do gabinete de governo para discutir cortes no orçamento. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, assumiu, provisoriamente, o cargo de Tremonti. A reunião de gabinete foi cancelada. O gabinete iria discutir cortes nos gastos públicos para colocar o déficit dentro dos parâmetros impostos pela União Européia (UE). A UE exigiu que a Itália adote medidas drásticas para baixar o déficit e mantê-lo dentro do limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente o déficit é estimado em 3,2% do PIB. Divisão A questão tem dividido a coalizão de governo do país. O vice-primeiro-ministro, Gianfranco Fini, que é líder da Aliança Nacional, o segundo maior partido da coalizão, tem ameaçado renunciar por causa da política economica de Tremonti. O correspondente da BBC em Roma, David Willey, disse que o gabinete estava previsto para concordar com cortes de 5,5 bilhões de euros - total que seria insuficiente, entretanto, para agradar à UE. O correspondente disse ainda que Berlusconi está com pouco espaço de manobra, depois de ter prometido cortes em impostos aos eleitores italianos, que, em sua maioria, votaram contra o governo nas recentes eleições regionais. Tremonti teria pedido demissão depois de um encontro com membros da coalizão. Ele tem tido atritos com Fini, que ameaçou retirar seu partido do governo se não recebesse voz mais ativa na condução da política econômica da Itália. Tremonti estava empenhado em introduzir medidas para restringir os poderes dos bancos nacionais, depois do escândalo financeiro que atingiu a multinacional Parmalat. |
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