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Processo contra Berlusconi é retomado na Itália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O julgamento do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por acusações de corrupção, foi retomado nesta sexta-feira. O processo havia sido suspenso no ano passado depois que o Parlamento conferiu imunidade legal durante o seu mandato. A decisão, porém, foi posteriormente anulada pela Suprema Corte do país. Berlusconi é acusado de subornar juízes para obter vantagens na compra de uma empresa estatal de alimentos, em 1980, antes de entrar na política. No entanto, a reabertura do julgamento foi marcada por reclamações da acusação contra o juiz que preside as audiências, Francesco Castellano. Pedido de afastamento Eles pedem o afastamento de Castellano com base em declarações que ele teria feito a um jornal em 2002. Segundo o Il Giornale, que pertence ao irmão de Berlusconi, Castellano teria dito que o caso contra Berlusconi não se justifica mais. Os advogados alegam que isso indica que o juiz tem simpatia por Berlusconi, o que impediria uma avaliação imparcial do caso, mas o pedido foi rejeitado. O advogado do primeiro-ministro, Nicolo Gheddini, disse à BBC que não tem por que temer o procedimento. "Dado que o veredito será positivo, nós realmente não estamos com medo." Berlusconi nega veementemente ter cometido qualquer irregularidade e diz que tudo não passa de uma conspiração de juízes de esquerda contra ele. A retomada do julgamento pode complicar a vida de Berlusconi, que já tem de lidar com divergências dentro da coalizão de governo, dificuldades na economia e o escândalo da Parmalat. O primeiro-ministro também está sendo criticado por não cumprir as promessas de campanha e por manter tropas ao Iraque, apesar da oposição popular italiana à guerra. |
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