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Paramilitares da Colômbia fazem 1ª negociação de paz oficial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), o maior grupo paramilitar de direita do país, apresentou cinco propostas em suas primeiras conversações de paz oficiais com o governo. As negociações têm o objetivo de obter um cessar-fogo permanente. Entre as propostas estão a criação de novas áreas seguras para os combatentes paramilitares e garantias de sua reintegração na vida civil. As conversações começaram na terça-feira dentro de uma área considerada segura, na cidade de Santa Fé de Ralito, na província de Cordoba. Cerca de dez líderes das AUC e 400 combatentes com a função de "garantir a segurança" estão na área. Os paramilitares têm imunidade a prisão ou extradição dentro dessa zona, que cobre quase 370 quilômetros quadrados no norte do país. As conversações quase foram suspensas quando paramilitares seqüestraram o ex-senador colombiano José Eduardo Gnecco na semana passada. Gnecco foi libertado na quarta-feira. O correspondente da BBC na Colômbia, Jeremy McDermott, diz que as negociações vão enfrentar vários obstáculos. O principal é que vários líderes paramilitares são, sabidamente, os maiores traficantes de drogas do país. Os Estados Unidos pediram a extradição de pelo menos cinco deles. Estima-se que as AUC sejam formadas por 20 mil combatentes. |
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