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Atualizado às: 26 de junho, 2004 - 21h55 GMT (18h55 Brasília)
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Grupo ameaça decapitar reféns turcos no Iraque
Reféns turcos
Homens armados deram 72 horas de ultimato
Militantes islâmicos ameaçaram decapitar três reféns turcos no Iraque se a Turquia continuar a cooperar com as forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos, de acordo com um vídeo exibido pela emissora de televisão árabe Al-Jazeera.

No vídeo, os reféns aparecem agachados na frente de homens armados, que ameaçam matar os três trabalhadores turcos em 72 horas caso as exigências não forem cumpridas.

O grupo seria ligado a Abu Musab al-Zarqawi, um líder da Al-Qaeda.

Os sequestradores também pedem que cidadãos turcos façam manifestações contra a guerra durante encontro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na próxima semana em Istambul.

Violência

O mesmo grupo já assumiu responsabilidade pela decapitação de outros dois reféns no Iraque - o americano Nick Berg e o sul-coreano Kim Sun-il.

Um funcionário turco em Bagdá disse à agência de notícias Associated Press que os três reféns teriam desaparecido há dois dias, mas se negou a dar mais informações.

Segundo analistas, esse sequestro deve acentuar ainda mais o sentimento dos turcos contra a guerra. O país, membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), foi contra a guerra e suas tropas não participam das forças de ocupação do Iraque.

No entanto, muitos turcos trabalham para as forças de coalizão no Iraque.

Segundo a Al-Jazeera, a declaração que eles receberam com a fita dizia que os reféns seriam libertados somente se "forças e empresas turcas que apóiam a ocupação do Iraque" se retirassem do país dentro do prazo dado.

Nas imagens mostradas no vídeo, na parede atrás do grupo havia uma faixa preta que trazia os dizeres "Tawhid e Jihad", que são nomes de organizações ligadas a Zarqawi.

Coréia do Sul

O corpo de Kim Sun-il, refém sul-coreano que foi decapitado na terça-feira, chegou neste sábado a Busan, cidade em que morava na Coréia do Sul.

Cerca de 6 mil pessoas participaram de uma vigília na capital do país, Seul, em memória do tradutor de 33 anos.

Kim estava trabalhando para uma companhia de segurança que prestava serviços para o Exército americano quando foi seqüestrado perto da cidade de Falluja.

O grupo, que também pode ter ligações com Zarqawi, pedia que a Coréia do Sul não levasse adiante seu plano de enviar mais 3 mil tropas para o Iraque, além das 600 existentes.

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