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Atualizado às: 23 de junho, 2004 - 02h41 GMT (23h41 Brasília)
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Coréia do Sul mantém plano de enviar mais tropas ao Iraque
Pais do refém decapitado depois de receber a notícia
Pais do refém decapitado depois de receber a notícia
O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, lamentou a decapitação de um civil sul-coreano que havia sido seqüestrado no Iraque, mas disse que não mudou sua decisão de enviar tropas para o país.

Em um pronunciamento pela TV, Roh insistiu que a determinação da Coréia do Sul não será afetada pelo terrorismo.

O Conselho de Segurança Nacional, por sua vez, divulgou uma nota em que condena a morte. “Nós estamos chocados e profundamente entristecidos com este trágico incidente, que ocorreu apesar dos esforços de Seul de trazê-lo (o prisioneiro coreano Kim Sun-il) com segurança”, diz a mensagem.

A TV sul-coreana mostrou imagens dos pais de Kim e outros parentes chorando e se abraçando na casa da família na cidade de Busan, no sul do país, depois de receber a
notícia.

Corpo encontrado

O ministério do Exterior sul-coreano confirmou que o corpo degolado de Kim foi encontrado por tropas americanas.

Em um vídeo divulgado pela rede de TV árabe Al Jazeera, Kim foi mostrado ajoelhado em frente a cinco homens mascarados, mas imagens dele morto não foram exibidas.

Um militante leu também uma nota endereçada ao povo coreano, em que disse, após a decapitação, que “isto é o que suas mãos cometeram. Seu Exército não veio aqui em nome dos iraquianos, mas pelos amaldiçoados Estados Unidos”.

O coreano foi capturado na semana passada por um grupo que pedia que a Coréia do Sul não levasse adiante seu plano de enviar mais 3 mil soldados para o Iraque, além dos 600 existentes.

Ele estava trabalhando para uma companhia de segurança que prestava serviços para o Exército americano, quando foi seqüestrado perto da cidade de Falluja.

O governo sul-coreano rejeitou as exigências feitas pelos militantes iraquianos, que alegaram pertencer a um grupo chamado Jamaat al-Tawhid e Jihad.

No mês passado, o mesmo grupo - liderado por Abu Musab al-Zarqawi, um suposto integrante do alto escalão da Al-Qaeda - decapitou o refém americano Nick Berg.

O grupo também foi responsabilizado por outros ataques, entre eles o que matou o líder do Conselho de Governo do Iraque, Ezzedine Salim.

Iraque Pós-Saddam
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