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Líder radical é convidado para conferência no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do comitê que cuida dos preparativos para a conferência nacional do Iraque, que acontecerá em julho, disse ter convidado o clérigo xiita Moqtada al-Sadr para participar do encontro. O presidente do comitê organizador, Fuad Massum, disse que al-Sadr havia sido convidado porque decidiu transformar sua milícia em uma organização política com raízes em várias partes do país, o que seria, segundo ele, um esforço positivo por parte do clérigo. As mílicias leais ao clérigo xiita travaram um confronto de cerca de dois meses e meio contra tropas americanas no sul e na parte central do Iraque que deixaram centenas de mortos. Cerca de mil iraquianos de todo o país estão sendo convidados para a conferência, que, entre outras coisas, vai selecionar um conselho nacional de 100 pessoas, que serão responsáveis por assessorar o governo interino. O mandato dos integrantes desse conselho vai durar até que eleições sejam realizadas no país. Entre as atribuições do conselho nacional, está a votação do orçamento do governo interino para o ano de 2005. Os integrantes do conselho, cujo mandato está previsto para expirar em janeiro, após as eleições, terão poder também de questionar ministros a respeito de suas políticas e também de escolher um novo presidente ou vice-presidente no caso de falecimento dos ocupantes desses cargos. As autoridades americanas haviam determinado que Sadr fosse julgado pelo assassinato de um clérigo pró-EUA em abril de 2003, mas, após a trégua, dizem agora que um possível julgamento de al-Sadr ficará a cargo do novo governo iraquiano. No início deste mês, Sadr indicou que estaria disposto a aceitar a autoridade do novo governo. Em seguida, ele anunciou que tinha planos de criar um partido político para disputar as próximas eleições no Iraque. Segundo analistas, o objetivo de al-Sadr é ganhar a confiança de líderes xiitas moderados e conquistar uma base de apoio mais ampla. Mas a defesa por al-Sadr de uma teocracia no estilo da vigente no Irã já o isolou de xiitas como os que seguem o Aiatolá Ali al-Sistani, a mais importante autoridade religiosa do Iraque. |
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