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ONGs pedem controle da venda de armas para países pobres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório divulgado nesta segunda-feira cobra que os países exportadores de armas exerçam controle sobre as vendas feitas para países pobres a fim de não comprometer suas chances de um desenvolvimento sustentado. O documento afirma que os cinco países que têm assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e China – respondem por 88% das exportações, com a fatia americana chegando a 45%. Em 2002, dois terços destas vendas, totalizando US$ 17 bilhões (R$ 53,4 bilhões) foram feitos para países da África, América Latina, Ásia e Oriente Médio, onde, de acordo com o relatório, encontram-se 51% das armas em circulação no planeta. O relatório foi divulgado pela Campanha pelo Controle das Armas, uma iniciativa que conta com a participação de organizações não-governamentais como a Anistia Internacional, a Oxfam e a Iansa, que é especializada no combate à difusão de armas de pequeno porte. Medidas O documento afirma que “os países exportadores precisam urgentemente se envolver de forma mais completa com o impacto das transferências de armas no desenvolvimento sustentado”. Para tanto, dizem as ONGs, já existem vários internacionais, mas é preciso que as medidas previstas neles sejam adotadas de forma efetiva, o que não acontece hoje. O relatório propõe uma metodologia para ser usada pelos países exportadores a fim de estabelecer se uma venda de armas a uma nação em desenvolvimento deve ser completada. Isto envolveria a análise de variáveis como o grau de desenvolvimento econômico do país, suas necessidades de segurança, o respeito aos direitos das mulheres e a existência de corrupção no setor do governo importador responsável pela operação, entre outras. O relatório afirma que vários indícios mostram que a venda de armas é prejudicial ao desenvolvimento sustentando de um país – além do custo em vidas e estrutura física, o comércio implica também, por exemplo, na retirada de dinheiro de áreas como a educação e a saúde para equipar os setores militares e na disparada de seu endividamento externo. Mas o documento também diz que os países importadores precisam tomar medidas para evitar direcionar dinheiro demais para comprar armas – e cita o exemplo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que suspendeu a compra de 12 caças a um custo de US$ 700 milhões e US$ 1 bilhão. |
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