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Megainvestidor alerta para risco de crise mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Bill Gross, principal executivo do Pimco, o maior fundo de investimentos em bônus de dívida do mundo diz, em entrevista ao jornal Financial Times, que a economia mundial passa pelo período de maior incerteza dos últimos 20 ou 30 anos. Gross é um dos poucos no mundo das finanças que, quando fala, pode mexer mercados. O Pimco tem uma carteira de US$ 400 bilhões investidos em bônus de dívida de países e empresas, inclusive de mercados emergentes, como o Brasil. "Dívidas demais, risco geopolítico e muitas bolhas criaram um ambiente muito instável que pode mudar a qualquer momento. Mais do que em qualquer ponto dos últimos 20 ou 30 anos, (agora) existe potencial para reversão", disse Gross ao Financial Times. Transparência Segundo ele, especialmente no Japão e nos Estados Unidos, a economia está alavancada (quando investidores fazem apostas, reaplicando dinheiro que só esperam receber no futuro ou que tomaram como empréstimo). "Com toda essa dívida do consumidor, das empresas, dos governos, um pequeno movimento nas taxas de juros tem um efeito ampliado. Um movimento pequeno pode entornar o barco", disse o executivo ao jornal. O executivo do Pimco disse que há bolhas nos mercados de commodities, de câmbio no mundo e no setor habitacional na Grã-Bretanha. "O dólar americano está sendo sustentado pela bondade de estrangeiros, Japão e China. (A cotação do dólar) Deveria estar 20% abaixo do que está", disse. Para Gross, a ameaça de instabilidade econômica deriva, em parte, "do advento da alquimia financeira". Ele cita o chamado "carry trade", em que fundos, bancos e investidores estão tomando empréstimos para aplicar em operações mais rentáveis. O Financial Times também traz reportagem em que o Institute of International Finance (IIF, uma espécie de federação internacional de bancos) critica a falta de transparência, de garantias legais e de controle independente das empresas brasileiras. Essa situação aumenta os custos de captação de recursos pelas empresas brasileiras no exterior e reduz a capacidade delas de competir, segundo o instituto. Um dos problemas citados na reportagem é que das cem maiores empresas não-financeiras do Brasil, 52% são controladas diretamente por famílias. "Falta ao Brasil uma base mais ampla da cultura de mercado mobiliário", disse ao jornal Roberto Egydio Setúbal, vice-presidente do IIF e presidente do Banco Itaú. "Essa situação precisa mudar para permitir que nossas empresas se tornem totalmente competitivas em atrair capital". Os executivos das empresas brasileiras culpam as altas taxas de juros, mas o relatório do IIF diz que muitos estão fazendo muito pouco para reduzir o seu risco de crédito, segundo o jornal. Efeito estufa Já o jornal britânico The Guardian traz entrevista com Ron Oxburgh, presidente da Shell, que diz que está "verdadeiramente muito preocupado com o planeta" por causa da mudança de clima. Ele defende o uso com urgência de uma técnica chamada "isolamento de dióxido de carbono". Essa técnica consiste em isolar as emissões dos gases que criam o efeito estufa e enterrá-las. "O isolamento é difícil, mas se não tivermos isolamento, então vejo pouca esperança para o mundo", disse Oxburgh ao jornal. O grupo ambientalista Greenpeace elogia as declarações do presidente da Shell, mas diz que agora ele tem que agir. O Greenpeace quer que ele convença outras grandes empresas de petróleo dos perigos do efeito estufa. Segundo o jornal, gigantes do petróleo, como a Esso, não acreditam na ligação entre a mudança de clima e a emissão de gases. A Shell é a empresa do setor que mais investe em produção da chamada energia limpa. Na Argentina os jornais destacam a aprovação pelo Congresso da proposta de enviar tropas ao Haiti. Segundo o jornal Clarín, nos próximos dias chegam os primeiros cem soldados argentino no país. Eles se juntam aos soldados brasileiros e de outras nacionalidades que já estão em Porto Príncipe. Nos Estados Unidos, os jornais Washington Post e The New York Times destacam o relatório da comissão de inquérito do Senado, que diz não terem sido encontradas ligações entre o Iraque e a organização Al-Qaeda. O New York Times diz que as conclusões da comissão aumentam as dificuldades políticas do governo de George W. Bush. |
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