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Faltam testemunhas contra Saddam, afirma 'The Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico The Times traz em sua capa desta terça-feira uma reportagem sobre a suposta falta de testemunhas e de provas conclusivas para o julgamento do ex-líder iraquiano Saddam Hussein. O Times diz que não foi encontrada nenhuma testemunha de acusação que pudesse ser considerada "uma estrela" nem qualquer prova forte que ligasse Saddam a atrocidades. De acordo com a publicação, as tropas da coalizão que ocupa o Iraque capturaram 40 entre 50 aliados próximos a Saddam Hussein, mas não conseguiu que nenhum deles firmasse um acordo com os advogados de acusação. Uma alta autoridade britânica que não quis se identificar disse ao diário que a dificuldade se deve ao "fator medo" e que mesmo com o ex-líder iraquiano atrás das grades, muitos temem retaliações contra suas famílias. Tortura O jornal americano Washington Post traz em sua edição de capa desta terça-feira uma reportagem sobre um memorando do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que procurou dar base legal para o uso de tortura por forças americanas. O diário afirma ter visto um memorando de 50 páginas no qual o Departmento de Justiça diz que torturar membros da Al Qaeda presos no exterior "poderia ser justificado". Segundo o suposto memorando, caso um funcionário do governo americano torturasse um prisioneiro suspeito "ele estaria fazendo isso para prevenir futuros ataques da rede terrorista Al-Qaeda contra os Estados Unidos". O documento afirmaria ainda que argumentos de que tais práticas eram necessárias e importantes para a autodefesa "poderiam fornecer justificativas que eliminariam qualquer responsabilidade criminal". Reunião do G-8 O Libération, da França, destila um tom extremamente mordaz em relação à reunião do G8, que tem início nesta terça-feria no Estado americano da Georgia. De acordo com o diário francês, para muitos as reuniões do G8 "são uma espécie de Club Med para 'líderes globais', onde nada é de fato decidido ou mesmo debatido". O jornal afirma que, para ser reeeleito, o presidente americano, George W. Bush, precisa tentar provar que não transformou os Estados Unidos em "um portador de uma espécie de praga". O diário conclui dizendo que a reunião provavelmente terminará produzindo "uma dessas declarações que induzem ao sono e que prometem paz e democracia no Oriente Médio e em todo outro canto da Terra". |
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