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Mortos 34 agricultores na Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Homens armados na Colômbia mataram 34 camponeses na província de Norte de Santander, no nordeste do país, perto da fronteira ocm a Venezuela, no que aparenta ser o pior massacre desde que o presidente Álvaro Uribe assumiu o cargo, há dois anos. Um comandante regional da polícia, William Montezuma, disse à BBC que 50 homens armados recolheram os camponeses nas primeiras horas da manhã de terça-feira no vilarejo de Rio Chiquita e mataram-nos a tiros. Segundo Montezuma, no passado houve disputas entre camponeses e guerrilheiros esquerdistas pelo controle de terras na área. As autoridades colombianas responsabilizaram o maior grupo rebelde do país, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pelo ataque. Um representante local disse que a terra, aparentemente, pertencia a paramilitares de direita. Agricultores sem-terra freqüentemente colhem folhas de coca e vendem-nas tanto para guerrilheiros esquerdistas quanto para seus opositores da direita, o que pode torná-los alvo de represálias. Outros moradores locais e agricultores fugiram da área, temendo novos ataques, segundo um inspetor de direitos humanos. Ataque Os camponeses, que vinham trabalhando na fazenda há cerca de quinze dias, dormiam em redes quando os homens armados chegaram. Eles tiveram suas mãos e pés atados com cordas e foram baleados com armas automáticas. "Nós nos salvamos correndo para o morro", disse Jesus Bayona, sobrevivente do massacre baleado no pé, à agência de notícias AP. O presidente Uribe prometeu acabar com a violência, que atinge a Colômbia há décadas, e aumentar o orçamento militar. Na sexta-feira, Uribe deve iniciar conversações com o grupo paramilitar de direita AutoDefesas Unidas da Colômbia (AUC), um dos principais rivais das Farc. "Nós condenamos o massacre feito pela Farc ... realizado contra uma comunidade camponesa que não tem nada a ver com o conflito," disse um alto comandante da AUC, Salvatore Mancuso. |
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