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Atualizado às: 14 de junho, 2004 - 23h04 GMT (20h04 Brasília)
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Violência no Iraque deve continuar, diz Annan

Secretário da ONU diz que violência não cessará com entrega de poder
Secretário da ONU diz que violência não cessará com entrega de poder
A violência no Iraque deve continuar mesmo após a entrega de poder aos iraquianos, prevista para o fim do mês.

A opinião é do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que participa da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, que está sendo realizada nesta semana em São Paulo.

O governo interino “já está formado e deve tomar o poder no fim de junho, mas só o tempo dirá como ficarão as condições de segurança”.

“No entanto, os sinais que temos agora não são bons e indicam que a violência vai continuar”, declarou Annan.

“A ONU tem o compromisso de ajudar no que for necessário para manter a segurança. Temos que criar, aliás, os iraquianos têm que criar as condições de segurança que vão permitir a recuperação do Iraque.”

A ONU, aliás, teve um papel fundamental no estabelecimento do novo governo interino”, completou o secretário-geral.

Brasil no Conselho

Annan também pediu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU e disse que as aspirações do Brasil, de ter uma cadeira permanente no órgão, são legítimas, mas evitou dar apoio à candidatura.

“Eu sempre tive uma posição clara, de apoio a uma reforma no Conselho de Segurança. Acho que o conselho tem feito um bom trabalho, mas que pode se tornar mais democrático e representativo e, dessa forma, ganhar mais legitimidade”, explicou o secretário-geral da ONU.

“O mundo já não é mais o mesmo de 1944 (quando o atual formato do Conselho foi definido). Precisamos nos adaptar e a estrutura do Conselho deve refletir essas mudanças, a realidade de hoje.”

O secretário-geral disse que a questão está para ser avaliada no Conselho de Segurança e que a resistência a mudanças neste ano deve ser menor do que nos anteriores. “É possível que tenhamos um avanço até o ano que vem”.

“O apoio à candidatura do Brasil (a membro permanente do Conselho) é um assunto para os países-membros, mas posso dizer que o Brasil tem uma aspiração legítima", declarou o secretário-geral.

Fome x Terrorismo

Annan disse ainda que, apesar de toda a preocupação do mundo desenvolvido com a segurança, questões como pobreza devem ter tratamento prioritário na comunidade internacional.

“As ameças que enfrentamos hoje em dia não são formadas apenas pelo terrorismo e pelas armas de destruição em massa. Para a maioria da população mundial, os principais problemas são a pobreza e a privação, a Aids e a degradação ambiental”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, que ainda elogiou o papel de organizações não-governamentais.

“Em todas essas áreas, as ONGs são muito ativas e têm o papel de pressionar os governos. Em alguns casos, elas estão à frente até mesmo da ONU. Sem as ONGs, por exemplo, não teria sido possível a proibição de minas terrestres. Elas também têm um papel fundamental na pressão política pelo perdão da dívida externa dos países pobres.”

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