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Atualizado às: 14 de junho, 2004 - 14h53 GMT (11h53 Brasília)
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Lula pede comércio que favoreça países em desenvolvimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira a intensificação do comércio multilateral e a abertura dos setores em que os países em desenvolvimento são mais competitivos, fortalecendo, por exemplo, as negociações envolvendo o G-20.

"É fundamental para o progresso efetivo de todos a incorporação ao sistema multilateral de comércio de setores em que os países em desenvolvimento são mais competitivos."

A declaração foi feita durante sessão de abertura da Unctad (órgão da ONU que lida com questões de Comércio e Desenvolvimento), em São Paulo.

"Nos últimos cinco anos, 55 países em desenvolvimento cresceram menos de 2% ao ano, 23 países viram regredir sua riqueza, e somente 16 tiveram expanção média acima de 3%", disse Lula.

"Nos anos 60, quando a Unctad foi criada, a renda per capita dos países mais pobres era de US$ 212 ao ano. A dos países ricos, de US$ 11.400. Quarenta anos depois, a dos países pobres é de US$ 267, enquanto a dos países ricos quase triplicou, chegando a US$ 32.400", acrescentou Lula.

Mas, de acordo com o presidente, a tarefa gigantesca de superar tamanha desigualdade não pode depender só do comércio.

É preciso investir em infra-estrutura e incrementar a produtividade para aumentar as condições de crescimento do emprego e da renda.

"É hora de reafirmar que a boa arquitetura financeira é aquela que sustenta as mudanças. Nenhuma fronteira geográfica e tecnológica reúne hoje ingredientes com tantas necessidades urgentes e ao mesmo tempo tantas promessas quanto as nações em desenvolvimento."

Lula afirmou que somente com um investimento sustentável poderão se concretizar as oportunidades de desenvolvimento social.

"Essa nova geografia do comércio mundial abre caminho para diminuir as diferenças entre os mais pobres e os mais ricos", declarou ele.

Em seu discurso, Lula ainda propôs a criação de um centro internacional para políticas de desenvolvimento, que receberia o nome do economista Celso Furtado, cuja base de pensamento inspirou a Unctad.

Esse centro reuniria iniciativas e projetos políticos para o combate à fome, à pobreza e para estimular o desenvolvimento.

"A globalização não é sinônimo nem substituta ao desenvolvimento, mas pode ser um caminho desde que seus benefícios sejam distribuídos entre todos."

Lula ainda agradeceu "a dedicação e a chama humanista de Rubens Ricupero" nos últimos nove anos e disse que, graças a isso, "a Unctad consolidou-se como abrigo multilateral de uma visão da economia que não perdeu o sentido social e tornou-se um elo insubstituível entre comércio e desenvolvimento".

Lula também reafirmou que tem um compromisso de vida no combate à fome e convidou que líderes mundiais se associem a ele nessa iniciativa.

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