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Atualizado às: 11 de junho, 2004 - 07h00 GMT (04h00 Brasília)
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Líbia teria planos para matar líder saudita, dizem EUA
Muammar Kadafi
Prisioneiro acusa Kadafi de aprovar suposto plano
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que seu país está investigando um suposto plano da Líbia para matar o príncipe Abdullah, líder da Arábia Saudita, no ano passado.

O presidente líbio, Muammar Khadafi, negou veementemente as acusações, qualificando-as como uma "mentira destinada a manchar a imagem internacional do país".

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, afirmou que a investigação vai afetar a reaproximação dos Estados Unidos com a Líbia.

Segundo ele, a atual acusação é um dos fatores que leva a Líbia a ainda constar da lista americana de países que "promovem o terrorismo".

'Veracidade'

Na noite de quinta-feira, Bush disse a jornalistas que as investigações estão sendo realizadas para "se constatar a veracidade do plano".

"Quando descobrirmos os fatos, vamos lidar com eles da maneira que convier", afirmou.

Mas analistas acreditam que se for provada a existência do plano, a política americana em relação à Líbia deve mudar e o país pode voltar a sofrer as sanções impostas pela ONU, suspensas no ano passado.

As relações entre a Líbia e a Arábia Saudita têm sido difíceis nos últimos anos, especialmente desde uma grave discussão entre Kadafi e o príncipe Abdullah durante um encontro da Liga dos Países Árabes, em março de 2003.

O ministro do Exterior líbio, Abdel Rahman Shalgham, disse que as acusações não têm fundamento nem sentido.

Suspeitos

As primeiras notícias sobre as investigações por parte dos Estados Unidos foram publicadas na imprensa americana.

O jornal The New York Times citou autoridades americanas afirmando que o ativista muçulmano americano Abdurahman Almoudi e o funcionário de inteligência da Líbia Mohamed Ismael, que está sob custódia saudita, admitiram a existência do plano.

Segundo o jornal, Almoudi, que está detido no Estado americano da Virgínia, teria dito a promotores que discutiu o plano de assassinato com Khadafi duas vezes e que o líder líbio o teria aprovado.

Já Ismael teria confessado uma tentativa de recrutar sauditas para executar o plano.

Mas em entrevista ao mesmo jornal, o filho de Khadafi afirmou que "nada fazia sentido".

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