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Khadafi também quer combater Al-Qaeda, diz Blair | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o presidente líbio, Muamar Khadafi, acredita que a luta contra a rede Al-Qaeda é "uma causa comum" com a Grã-Bretanha. Depois do encontro histórico com o líder líbio, Blair disse que Khadafi reconhece "uma causa comum conosco na luta contra a Al-Qaeda, o extremismo e o terrorismo, que ameaça não só o Ocidente, mas também o mundo árabe". O Ministro das Relações Exteriores líbio, Mohamed Abderrhmane Chalgam, já havia taxado a Al-Qaeda como um "obstáculo real" ao progresso da região. Blair disse que o acordo com a Líbia para que o país renuncie ao terror e abra mão de suas armas de destruição em massa merece recompensa e pode funcionar como um exemplo para outras nações. "Estamos demostrando com o nosso compromisso com a Líbia que é possível para países do mundo árabe trabalharem com os Estados Unidos e com a Grã-Bretanha para derrotar o inimigo comum do terrorismo extremista fanático da Al-Qaeda e garantir um mundo mais seguro", disse Blair. Empresas britânicas também devem explorar oportunidades comerciais no país. A gigante do petróleo Shell anunciou logo na chegada de Blair que assinou um contrato para exploração de petróleo na costa da Líbia, avaliado em até US$ 850 milhões (cerca de R$ 2.500 bilhões). Ousadia A visita foi criticada por políticos e alguns parentes das vítimas dos atentados de Lockerbie, atribuído à Líbia. O analista político da BBC Guto Harri comentou que a reunião entre os dois líderes é "uma das manobras mais ousadas" do premiê britânico. Para Harri, Blair está "apertando as mãos de um homem que foi visto por décadas como uma encarnação do terrorismo". Esta é a primeira visita de um primeiro-ministro da Grã-Bretanha a Tripoli desde a independência da Líbia, em 1951. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também gerou polêmica ao visitar o país, em dezembro. O ex-embaixador britânico na Líbia Oliver Miles tem dúvidas sobre o encontro de Blair com Gaddafi. "Não quero dizer que acho isso um erro porque acredito que o principal ponto é que estamos certos em buscar essa reconciliação. O método e o tempo ficam abertos à discussão", comentou. O Partido Conservador descreveu a visita como altamente questionável e afirmou que a Grã-Bretanha não deveria esquecer que, no passado, a Líbia apoiou o terrorismo. |
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