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Atualizado às: 09 de junho, 2004 - 14h06 GMT (11h06 Brasília)
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Panorama BBC discute a resolução da ONU para o Iraque
Conselho de Segurança da ONU
Conselho de Segurança
Os líderes de alguns dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia elogiaram nesta terça-feira a aprovação pela ONU da resolução sobre o Iraque, qualificando-a de um passo importante para o futuro do país.

As declarações foram feitas no Estado americano da Geórgia no início da cúpula do G-8 (grupo formado por Rússia, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Grã-Bretanha, Japão e Alemanha), nesta terça-feira.

O presidente americano, George W. Bush, disse que a aprovação do documento mostrou que os membros do Conselho de Segurança da ONU estão dispostos a trabalhar juntos em prol de um Iraque livre e em paz.

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que a aprovação da resolução manda um recado para aqueles que tentam prejudicar o avanço da democracia no Iraque.

A resolução dá ao governo interino do Iraque, que assume oficialmente o poder em 30 de junho, autoridade para dispensar a presença da Força Multinacional militar que está no país.

Cedendo a pressão especialmente da França, a última e definitiva versão do documento também estabelece que a Força Multinacional vai negociar com as autoridades iraquianas a realização de operações militares consideradas sensíveis.

Críticas

Mas a resolução é motivo de disputas políticas na administração interina criada recentemente no país.

Os líderes da minoria curda ameaçam retirar os seus representantes do governo interino e boicotar as eleições porque a resolução não faz menção à Constituição de transição iraquiana e aos direitos aos curdos garantidos por ela.

"Todas as lutas que travamos no ano passado foram perdidas...vimos como a democracia pode ser usurpada", disse o ministro para Obras Públicas, Nasreen Berwari, à agência Reuters.

Berwari, representante curdo no governo do primeiro-ministro interino Yiad Allawi, acrescentou: "Se a liderança (curda) nos pedir para abandonar o governo, nós o faremos".

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